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Um mundo melhor precisa de… Resiliência!


Um mundo melhor precisa de… Resiliência!

Não chega a ser novidade para ninguém. Dificuldades fazem parte da vida.

Crianças e jovens, entretanto, podem levar algum tempo a perceber isso.

Sobretudo quando vivem em lares superprotetores, em que pais e mães fazem de tudo para evitar que se frustrem.

Calma, pois não há nenhuma crítica à sua atuação como pai ou como mãe. É supernatural que a gente queira decerto proteger os nossos filhos e filhas.

Mas, como você também sabe muito bem, não poderemos fazer isso pelo resto da vida.

O que é resiliência?

Em algum momento, nossos filhos e filhas terão de começar a resolver problemas por conta própria, e eventualmente a lidar com as emoções negativas.

Se forem capazes de encarar as adversidades com tranquilidade e entendê-las, terão contudo a chance de aproveitar essas situações para tirar novos ensinamentos. Transformarão, dessa forma, o que era negativo, em algo proveitoso.

É isso portanto que chamamos de resiliência.

Transformar pela educação

Em nosso esforço como pais e mães educadores que ajudam a construir um futuro melhor por meio da educação, precisamos assim aprender a desenvolver a resiliência em nossos filhos e filhas.

Dessa forma, ajudaremos a transformar, para melhor, a sociedade. E deixaremos, acima de tudo, um ensinamento extremamente útil para nossos filhos e filhas no futuro.

Como fazer isso? Hoje vamos conhecer um método metacognitivo do Programa MenteInovadora que eventualmente pode ser um grande aliado nessa tarefa.

Métodos Metacognitivos

As famílias integrantes do Programa MenteInovadora já sabem que os Métodos Metacognitivos foram concebidos com o intuito de ajudar nossos filhos e filhas a organizar pensamentos e ações.

Aplicados por um professor mediador em sala de aula, eles ajudam nossas crianças e jovens a desenvolver habilidades socioemocionais, a estruturar ferramentas com o propósito de acalmar as emoções em momentos desafiadores e a mobilizar o raciocínio.

Com essas ferramentas internas, nossos filhos e filhas aprendem a pensar antes de agir, a entender com mais clareza o que sentem, de que forma sentem, e a mobilizar recursos cognitivos para assim solucionar um problema.

No caso do desenvolvimento da resiliência, um grande aliado pode ser o Método Alpinista.

Método Alpinista

É natural que nossos filhos e filhas se sintam perdidos diante de uma adversidade, sem saber o que fazer. Afinal, todos nós somos ensinados, desde muito cedo, que o importante é avançar sempre. Jamais recuar.

Mas, e se estivermos indo na direção errada? O avanço, nesse caso, não estará dessa forma nos levando para mais longe do nosso objetivo? Não acabaremos num caminho sem saída?

Adotar um recuo estratégico diante de uma adversidade é uma habilidade que certamente precisa ser desenvolvida.

O Método Alpinista nos ensina exatamente isso. Ele tem a função de nos mostrar que, diante de dificuldades, muitas vezes temos de recuar antes de conquistar novos avanços.

Como um alpinista, que muitas vezes volta a um ponto anterior para escolher novos pontos de apoio mais adequados, que o levarão mais longe na conquista da montanha.

Habilidades priorizadas

Entre as habilidades priorizadas pelo Método do Alpinista estão:

  • Identificar e analisar diferentes possibilidades ao enfrentar um desafio, levando em conta os recursos disponíveis – internos e externos.
  • Avaliar nossas condições pessoais para lidar com um desafio.
  • Aceitar o fato de que contratempos podem ocorrer quando enfrentamos desafios.
  • Reconhecer situações em que “recuar” é a maneira mais eficiente de avançar ao enfrentar um desafio.
  • Acreditar em suas próprias habilidades e reconhecer suas dificuldades, investindo esforços para superá-las.
As etapas do Método do Alpinista

O Método Metacognitivo do Alpinista é composto basicamente por três etapas:

  1. Reconhecimento – É aquele momento em que, diante de uma dificuldade, admitimos: “é muito difícil para mim”. Esse reconhecimento não significa que devamos nos abater e desistir. É um momento em que assumimos a dificuldade que se apresenta e reconhecemos que nos faltam recursos para lidar com ela.
  2. Recuo Estratégico ­– Insistir num caminho que sem saída só vai nos desgastar. O recuo estratégico permite entendermos que “é preciso ganhar forças…”. Lamentos diante do problema não serão suficientes para resolvê-lo. O recuo é uma oportunidade para analisarmos a adversidade, entendermos como nos sentimos, e procurarmos soluções para ela.
  3. Escalando novamente ­ – Depois de investigar as emoções, dominá-las e buscar alternativas, podemos iniciar a “retomada do caminho, rumo ao objetivo”. As novas ferramentas encontradas nos dão uma nova visão do caminho e, dessa forma, abordamos novamente a situação em busca do nosso objetivo final.
Para encerrar

Na próxima vez que seu filho ou filha se deparar com um problema, lembre-se do Método Metacognitivo do Alpinista. Em vez de solucionar a questão e evitar que ele ou ela sinta a decepção, vocês podem aplicar juuntos as etapas acima.

Vocês aprenderão a desenvolver mais e mais essa habilidade tão importante que é a resiliência. E sairão, ambos, mais fortes para colaborar na transformação do mundo em que vivemos por meio da educação.

Afinal, um mundo melhor precisa de… Resiliência!

Ainda não vá embora

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