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De onde vem a personalidade do meu filho?


Se você é pai ou mãe de um adolescente, já deve ter se feito essa pergunta. E para responder de onde vem a personalidade se seu filho, é preciso entender um pouco sobre como eles aprendem as emoções.

A situação é mais ou menos comum na vida de pais e mães de adolescentes. Quando eles chegam nessa fase da vida, começam a demonstrar características de personalidade que, muitas vezes, nos surpreendem – principalmente quando não somos capazes de nos reconhecer nas atitudes e comportamentos deles.

Onde ele aprendeu a se preocupar tanto com os outros, a ponto de sublimar seus próprios desejos? Por que ela insiste em se relacionar com pessoas que não assumem compromissos e irão abandoná-la? Como ele pode ser tão inseguro e depender de um adulto até para para as tarefas mais simples? Por que ela é tão tímida e jamais se coloca ou expõe opiniões?

Embora possam começar a se manifestar com maior intensidade na adolescência, comportamentos como os descritos acima não são manifestações temporárias dessa fase da vida. Em geral, eles farão parte da personalidade do seu filho ou filha ao longo da vida adulta – e em casos mais graves, terão de ser trabalhados com terapia.

Para entender melhor a formação da personalidade, é preciso aprender um pouco sobre como aprendemos as emoções. Confira a seguir 4 perguntas que o Vida Inovadora preparou para guiá-lo na aquisição desse conhecimento. Afinal, esse é um tema importante e #PrecisamosFalarSobreIsso.

1.     Como se forma a personalidade?

Existem muitos conceitos e definições para a personalidade dentro da Psicologia, mas de maneira geral podemos afirmar que ela é construída ao longo dos primeiros anos de vida, a partir da interação entre o temperamento da criança e o meio em que ela cresce.

O temperamento já nasce com a criança e é herdado a partir da mistura de temperamentos de pai e mãe. As emoções que a criança aprende com as pessoas com quem ela convive com mais frequência – familiares, cuidadores, professores e amigos – interagem com esse temperamento para formar a personalidade.

É um processo lento, que se estende por toda a infância para culminar na base da personalidade na adolescência.

2. Como as crianças aprendem as emoções?

Em geral, todos nós aprendemos os sentimentos e emoções nos primeiros anos de vida. Eles vão formar nossa memória afetiva, que fica registrada no inconsciente e vai influenciar nossos padrões de comportamento na vida futura, mesmo que não tenhamos plena noção disso.

Marcas negativas na memória afetiva de uma criança podem influenciar comportamentos igualmente negativos na vida adulta dessa pessoa.

3. Por que alguém repete um padrão de algo que lhe causou dor?

Ao ficar registrado na memória afetiva, esse sentimento que foi lido como negativo na ocasião em que se estabeleceu, pode se tornar familiar e pode gerar uma série de crenças.

Repeti-lo mais tarde é uma forma de ativar uma situação com a qual a pessoa tem familiaridade, e que portanto não gera desconforto, apesar de ser desagradável. Parece um contrassenso?

Imaginemos o caso de uma jovem que tenha se sentido abandonada na infância e esse abandono tenha criado nela a crença de que ela merece ser abandonada. Na vida adulta, isso pode ativar um padrão de comportamento em que ela procure se relacionar apenas com pessoas que não assumem compromisso.

Ser abandonada é uma forma dela reforçar aquela crença que ela já tem estabelecida, que lhe é familiar, e com a qual aprendeu a lidar. É bom lembrar que isso acontece inconscientemente.

4. Como evitar esses registros na memória afetiva?

Existem cinco elementos importantes que precisam estar presentes no relacionamento para que os filhos possam crescer com uma boa saúde emocional:

  • Vínculos afetivos fortes transmitem a segurança de que você ama seu filho ou filha e estará presente sempre que ele precisar;
  • Autonomia dá a criança o espaço que ela precisa para se movimentar, para experimentar, para criar, errar e aprender com os erros. É fundamental para desenvolver a independência e a segurança na vida futura;
  • Liberdade para se expressar é importante para permitir que seu filho fale abertamente sobre o que sente, sobre suas emoções e aprenda a compartilhar, a validar e a legitimar aquilo que ele sente.
  • A Espontaneidade permite que seu filho ou filha seja quem ele realmente é. Sem limitá-lo o tempo todo, sem controlá-lo por medo do que os outros possam pensar, você permite que ele se exponha, faça contato, viva experiências agradáveis, seja criativo, e aprenda a se manifestar e expor opiniões abertamente.
  • E finalmente, os limites claros e realistas são muito importantes para que seu filho saiba até onde ele pode ir nas relações sociais com professores, amigos, familiares. Ele espera isso de você e a falta de limites gera insegurança e confusão nos papéis familiares.
Ficou com vontade de saber mais?

Então não perca o vídeo com a psicóloga e pedagoga Jeanine Rolim, que vai ao ar aqui no Vida Inovadora nos próximos dias.

Enquanto espera pelo vídeo, você também pode aprender mais sobre como criar uma estrutura familiar funcional, com vínculos afetivos fortes e limites claros assistindo ao vídeo com o psicólogo Marcos Meier.

E também pode ler sobre a importância da liberdade para se expressar e aprender a se comunicar melhor com seu filho, assistindo ao vídeo que a youtuber Carol Alves preparou especialmente para o #PrecisamosFalarSobreIsso.

Finalmente, é bom lembrar que você não está sozinho. A escola tem um papel importante na formação também dos pais para enfrentar as transições da adolescência. Confira no vídeo com a psicóloga Anita Abed.


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