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Os jovens e a escola


Como uma escola que educa de forma integral pode ajudar seu filho a lidar com as transformações dessa fase da vida

De repente, o corpo de criança não existe mais. O brincar já não é mais o mesmo, o ser criança se perdeu. O pai e a mãe heróis, que tudo sabiam e que tinham soluções para todos os problemas também não são mais infalíveis.

Tudo isso ao mesmo tempo em que o corpo vive uma revolução hormonal, em que o funcionamento do cérebro se modifica, e as relações sociais, com os pais e com os professores ganham novos contornos. Bem-vindo ao maravilhoso mundo em transformação da adolescência.

Como seu filho vai aprender a lidar com tudo isso? Como você vai lidar com tudo isso?

Vocês dois vão precisar de apoio. E uma escola bem estruturada, que conheça o seu papel de liderança nesse processo, é o melhor lugar para encontrar esse amparo.

Socioemocional – Durante a adolescência, o jovem precisa desenvolver instrumentos internos para lidar com o novo ser em que ele está se transformando. Ele terá de aprender habilidades como autoconhecimento, autocontrole, capacidade de entender e lidar com as alterações bruscas de humor que são um fenômeno biológico típico dessa fase da vida.

Pais e mães nem sempre estarão preparados para ajudar no desenvolvimento dessas habilidades sociais e emocionais. E é aí que cresce a importância da escola.

Nos últimos anos, todo o movimento no mundo da educação leva a escola no caminho da educação socioemocional. Desenvolver apenas habilidades cognitivas, a inteligência, e transmitir conteúdos, não é mais suficiente.

A escola precisa ajudar o aluno a se desenvolver nas relações humanas, a se autoconhecer, a se relacionar. E se transformou em obrigação a partir da entrada em vigor, no final de 2017, da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC.

Professor mediador – Para cumprir essa função, a escola precisa ser capaz desenvolver seus professores e transformá-los em mediadores que saibam guiar os jovens no desenvolvimento dessas habilidades. Um bom professor mediador é aquele que entende o jovem, as necessidades dele, e ajuda a escola e os pais a responderem a essas necessidades.

Entender as necessidades é muito diferente de atender aos desejos do adolescente. O importante é entender o que ele precisa, que tipo de limite e quais estímulos podem levá-lo a aprofundar o autoconhecimento e a aprender a tomar decisões mais justas consigo mesmo e com os outros.

Por meio da mediação, o educador estará mais preparado para acolher esse jovem e auxiliá-lo nesse momento tão difícil da vida. E também para ajudá-lo a lidar com situações desafiadoras dessa fase, como o bullying. Mas esse já é assunto para o nosso próximo post, amanhã. Não perca, aqui no Vida Inovadora.


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