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A importância da família na adolescência


Uma estrutura familiar funcional baseada no amor e na autoridade faz toda diferença na hora de atravessar as turbulências dessa fase. A importância da família na adolescência é essencial 

A adolescência é um momento de grandes transformações. Até aí, nenhuma novidade. Você certamente passou por elas quando era mais jovem. E vai vivê-las novamente, só que agora a partir de uma nova perspectiva, no papel de pai ou de mãe.

Sua missão também será diferente. Como adolescente, você precisava formar sua personalidade, se encontrar consigo mesmo e redefinir o seu lugar no mundo e no grupo social em que vivia. Como pai ou mãe de um adolescente, você terá de guiar seu filho ou filha por esse processo de maneira suave, mantendo um equilíbrio delicado. Nem impondo pontos de vista ou opiniões, nem se omitindo a ponto de parecer negligente.

Como conseguir esse equilíbrio? O que fazer nos momentos de cara amarrada e silêncio intransigente em que seu filho ou filha se tranca no quarto? O que aconselhar nos momentos de franqueza explícita em que ele ou ela lhe pede conselhos sobre temas delicados que, talvez, você preferisse não ter de abordar ainda?

Não existem receitas prontas para lidar com esse momento. Mas há, sim, um aspecto fundamental que pode ajudar a todos os envolvidos nesse processo: a estrutura familiar. Uma família com uma estrutura funcional, que seja sólida e bem delineada, atravessa melhor as turbulências da adolescência. E esse é um fato clinicamente comprovado pela psicologia.

O que é estrutura familiar? – Um equívoco comum é achar que estrutura familiar se refere à composição da família. Não é isso. O que importa aqui não é se um adolescente tem um pai e uma mãe casados, ou pais divorciados, ou ainda apenas uma mãe ou um pai solteiro. Uma família pode ter inúmeras configurações nos dias de hoje. E todas podem funcionar bem ou mal, dependendo da forma como estruturam suas relações. E esse é o ponto fundamental quando se fala em estrutura familiar.

Uma família bem estruturada é aquela em que as relações entre pais e filhos estão solidamente estabelecidas sobre dois pilares fundamentais: o amor e a autoridade. Parece óbvio? Mas não é tão simples assim.

O pilar do amor – Ou da afetividade, como alguns preferem chamar, é construído diariamente, na forma como você dá e recebe atenção do seu filho. Pare para pensar: você sabe os nomes dos melhores amigos e amigas de seu filho ou filha? Quando foi a última vez que vocês foram juntos ao cinema e depois se sentaram num café para conversar sobre o filme? Ou saíram para um passeio no parque sem telefones celulares nas mãos, e conversaram olhando um nos olhos do outro?

O ritmo da vida moderna e a distração das novas tecnologias são grandes inimigos de um bom vínculo afetivo real entre pais e filhos. Para construir esse vínculo é preciso parar para ouvir verdadeiramente o que seu filho ou filha tem para lhe contar, para observá-lo, para dar atenção a ele. E quanto mais cedo você construir esse pilar, mais fácil será mantê-lo durante os momentos mais introspectivos da adolescência. É esse pilar que vai garantir a existência de uma amizade sólida com seu filho ou filha quando ele estiver na adolescência plena.

O pilar da autoridade – Embora racionalmente ele tente negar isso, todo adolescente precisa enxergar autoridade na figura do adulto que o conduz. Nem que seja para se revoltar contra essa autoridade, o que faz parte do processo de amadurecimento. Quanto mais seguro, forte e consistente você for na relação, mais seguro e protegido seu filho se sentirá. E é em cima da sua constância que ele vai construir a autoconfiança dele e você mostrará a importância da família na adolescência.

O adolescente espera que você crie os limites e as regras e cobre que ele as respeite. Isso não significa que você manda e ele obedece. Ter autoridade é bem diferente de ser autoritário. Numa relação autoritária, o lado mais fraco se submete pela força; numa relação de autoridade, você conduz o processo, mas a construção das regras e limites é conjunta e, na medida do possível, consensual. E ele aceita o combinado por entender que tem uma função importante.

Para construir sua autoridade, é sempre bom lembrar, você precisa saber dizer não. Essa é uma capacidade cada vez mais rara entre pais e mães modernos que gastam tempo demais longe dos filhos e depois tentam compensar a ausência abolindo o não de seu vocabulário. Mas ninguém amadurece emocionalmente se não aprender a lidar com as frustrações. Lembre-se disso. Ao dizer um não, você está ajudando o seu filho, acredite.

Outra coisa que você precisa ser capaz de ensinar a seu filho é esperar. No mundo do imediatismo tecnológico, onde todas as respostas e prazeres estão apenas a alguns toques numa tela, saber esperar é uma coisa cada vez mais rara. E você precisa ensinar isso a seu filho. Quanto mais facilmente ele aceitar o não e a espera, mais resiliente ele se torna e maior será a tranquilidade com que ele aceitará a sua autoridade.

Ficou interessado em aprender mais sobre como construir essa estrutura de uma família funcional? Então não perca, aqui no Vida Inovadora, o vídeo com o psicólogo Marcos Meier, que vai ao ar nesta semana e falará mais profundamente sobre importância da família na adolescência. Fique de olho.


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