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Conversa ou castigo? Entenda se educar com punições vale a pena


Educar uma criança rumo a uma atitude na qual você enxerga valor positivo mas ela não, é um grande desafio. Por não conseguirem atingir o nível de conexão necessário para este entendimento, muitos pais costumam trabalhar a partir de um “sistema rápido” que funciona com base no medo ou então nos desejos que estão além do ensinamento em si.  Mas você já parou para pensar no que funciona melhor nesses casos, uma boa conversa ou castigo?

De acordo com o livro “Educar sem punições nem recompensas”, que você pode acessar por completo neste link, do autor Jean –  Philippe Faure: “Na minha opinião, o maior problema causado pelas punições e recompensas é o fato de elas enfraquecerem o sentido que a mensagem quer passar. Quando você diz a uma criança: “Faça tal coisa, senão tal outra vai acontecer! Se você não comer a salada, ficará sem sobremesa! Se você não terminar esse dever de casa, não poderá assistir televisão! Se você fizer esse dever, terá uma recompensa!”, você está sempre sugerindo que a primeira parte da mensagem não é suficientemente válida e que é preciso acrescentar algo para lhe dar crédito. (…) E, no final, a maioria delas vai se condicionar a dar mais importância à segunda do que à primeira parte.”

Mas afinal, é possível fugir deste dilema e garantir que o aprendizado se efetue de maneira concreta?

Separamos algumas dicas que podem te ajudar neste processo!

 

Se comunique com empatia

“Para quem escuta, cada frase contém a manifestação de uma necessidade fundamental. Se quem está sendo escutado sente que a nossa atenção é aberta, ele poderá se deixar levar, sendo ele mesmo, já que não precisa mais convencer, nem se defender ou se justificar.” Jean-Philippe Faure

Ouvir com verdadeira atenção e foco nas motivações do outro, é a maneira mais rápida de obter a verdade. Às vezes, essa verdade pode soar inconveniente a quem escuta. Ainda assim, você estará abrindo espaço para um sentimento de conexão verdadeira. Mais do que rebeldia, talvez você descubra que seu filho esteja apenas com medo e, portanto, não sabe muito bem como lidar com certa situação.

Se quiser entender o seu filho e fazê-lo sentir-se à vontade com você, é preciso desenvolver esta abertura, em primeiro lugar.

 

Foque no sentido por trás das atitudes

Se você quer que seu filho aja de maneira autônoma e não fugindo de uma punição, busque focar no sentido da mensagem que está sendo transmitida.

Por exemplo, se você quer estimular os estudos, explique o quanto esta atividade é enriquecedora para suas vidas. Se puder, conte uma história inspiradora que agregue valor à situação. Neste caso, os pais podem compartilhar a forma como os estudos os ajudaram a se tornar pessoas melhores e mais realizadas.

Também vale considerar a personalidade individual de cada um. Enquanto alguns entendem melhor uma mensagem ao ler um livro, outros apenas irão captá-la por meio de experiências.

Mesmo que pareça um caminho mais trabalhoso, a longo prazo, entender o sentido por trás de cada coisa é muito mais eficiente do que as ameaças.

Isso porque, enquanto as ameaças precisam ser repetidas a cada nova situação, o sentido, uma vez compreendido, se perpetua naturalmente. É duradouro porque parte de um valor interno e não de uma condição externa.

 

Pare de identificar o erro como um problema

Educar para acertar e não para refletir e superar limites, faz com que as pessoas se sintam constantemente frustradas. O erro precisa ser entendido como um processo natural da evolução. No lugar do julgamento ou do castigo, ative a reflexão. Dessa forma, aprenda a ouvir as crianças e se interesse pelos motivos que as levaram a esse resultado, instigando-as a pensar mais profundamente sobre o assunto.

Em seguida, disponha-se para ajudá-las a conseguirem melhores resultados. Considerando o ponto de vista das crianças ou jovens, tracem juntos um novo plano para melhorar a situação da próxima vez, a partir dos aprendizados enaltecidos pelo erro atual.

E você, também tem dificuldades na hora de educar e acaba se deixando levar por ameaças ou recompensas? Deixe nos comentários suas experiências de comunicação com seus filhos!


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