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Introvertido, extrovertido ou ambivertido: entenda os perfis de cada criança


Quem nunca parou para classificar a si mesmo ou alguém entre um perfil de personalidade introvertido ou extrovertido? É importante que os pais façam essa análise desde a infância mas, você sabe como reconhecer os perfis de cada criança?

E apesar de nem todos saberem, essa classificação vai muito além de rotular as pessoas enquanto caladas ou sociáveis. Foi o famoso psicólogo Carl Jung que difundiu o conceito, incluindo também os ambivertidos enquanto uma mistura mais equilibrada entre os dois extremos.

Ele também explica que não existe um perfil de personalidade totalmente puro. Toda pessoa tem um grau de introversão ou extroversão. A diferença é que um deles tende a ser predominante sobre o outro.

Como não existe certo ou errado, o ideal é que as famílias identifiquem, desde cedo, em qual desses níveis seus filhos se encaixam e assim aprendam a valorizar os pontos positivos de sua personalidade. Da mesma forma, também é necessário aprender a criar estímulos que os permitam sair de sua zona de conforto, a partir de sua própria lógica de comportamento.

Saiba mais sobre os diferentes estilos de personalidade.

 

Crianças introvertidas e crianças extrovertidas

Em geral, os introvertidos possuem uma forte orientação interna enquanto os extrovertidos se orientam pelo mundo exterior.

Veja quais são as principais características de cada um:

Introvertidos

  • Sentem-se melhor quando estão sozinhos ou em pequenos grupos;
  • Gostam de pensar e refletir sobre o que vão dizer;
  • Tendem a ser criativos e imaginativos;
  • Gostam de assuntos profundos e buscam essa interação lendo um livro ou por meio de conversas enriquecedoras;
  • Tendem a sentir-se desgastados após um tempo de festa ou cercados de muitas pessoas;
  • Apesar de ambos evitarem a interação social, nem sempre são tímidos. Lembrando que a timidez representa o medo da exposição social, por motivos como a insegurança, o que gera estresse em suas vidas. Já os introvertidos podem sentir-se confortáveis como são e evitam ambientes sociais apenas por sentirem-se cansados ali.

Extrovertidos

  • Sentem-se bem em ambientes estimulantes e cercados de pessoas;
  • São alegres e gostam de conversar sobre muitas coisas;
  • Se distraem com maior facilidade, conforme o que está acontecendo ao redor;
  • Têm facilidade em improvisar e iniciar conversas com estranhos;
  • São energizados pela interação das atividades em grupo, como jogos e debates;
  • Não se sentem intimidados para falar em público ou em contato com multidões.

 

Ambivertidos: um perfil menos conhecido, mas muito comum

Apesar de menos conhecido, há também o perfil ambivertido, que é mais ou menos uma mistura entre um perfil introvertido e extrovertido. Em resumo, esta será uma pessoa que até gosta de estar em festas, mas não quer ser o centro das atenções.

No mundo em que vivemos, esse pode ser um ótimo equilíbrio, pois crianças com esse perfil tendem a se adaptar com mais facilidade às diferentes pessoas e ambientes.

No entanto, por não possuírem uma personalidade tão definida, também precisam tomar cuidado para não querer agradar a todos. É comum que sua flexibilidade faça com que se esqueçam do que eles mesmos querem e precisam para si no momento.

 

Saindo da zona de conforto

Entendendo essas diferenças, os pais devem, em primeiro lugar, aceitar e respeitar seus filhos como são. Como vimos, todos os comportamentos possuem um lado positivo e outro desafiador.

Ainda assim, de alguma maneira, a vida nos exige os dois tipos de adequação. Conforme você percebe que a criança tende a comportamentos extremos é preciso que, aos poucos, ela tenha a oportunidade de conhecer o outro lado.

O que não faz com que ela precise mudar, até porque isso nem seria possível. A ideia é apenas que ela se desenvolva ao sair de sua zona de conforto.

Para isso, no caso dos introvertidos, você pode estimular atividades em grupo, porém os permitindo ter algum tempo de reflexão entre uma ação e outra. Já os extrovertidos podem ser estimulados a fazer atividades mais individuais, como ler um livro e, depois, convidados a falar ou debater sobre o assunto.

O importante é que seus filhos sintam-se confortáveis ao mesmo tempo que aprendem a se adaptar dentro de suas próprias potencialidades e limitações.

Deixe nos comentários se você identifica seus filhos entre algum desses perfis!


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