fbpx

Você conhece a parentalidade gentil?


Você conhece a parentalidade gentil?

A maneira de educar os filhos e estabelecer as regras familiares sempre é um dilema para pais e mães.

Historicamente, existem duas abordagens mais ou menos consagradas, embora antagônicas entre si: a rígida e a permissiva.

Em ambas, certamente existem pontos positivos e pontos negativos.

Na abordagem rígida, quem manda é o adulto. Os pais estabelecem as regras que a criança deve observar e as punições que ela enfrentará se as violar.

Na abordagem permissiva, não existem regras claras nem punições. Quem manda é a criança.

O problema é que muitos pais e mães se sentem desconfortáveis com as mensagens que ambos os modelos transmitem. Isso é totalmente compreensivo. Ninguém gosta de ser rotulado como um pai ou uma mãe autoritário. Mas também é difícil lidar com a imagem de adulto fraco, que deixa a criança comandar. Sem falar nos problemas futuros que uma e outra abordagem vão gerar no desempenho futuro da criança, não apenas na vida social, como também na profissional.

Como resolver esse dilema?

Eventualmente a resposta pode estar no caminho do meio: a parentalidade gentil.

Você já ouviu falar nessa abordagem? Conhece como funciona esse conceito? Enfim, vamos adotar o Método Metacognitivo do Detetive para investigar essa forma de educar as crianças.

O que é parentalidade gentil?

Também chamada de parentalidade positiva, essa abordagem rejeita tanto a punição quanto a permissividade. Ela parte do princípio de que a criança pode ter certa autonomia, condizente com a idade, e assim participar da tomada de decisões.

Como a parentalidade gentil funciona?

De maneira bastante resumida, a relação com a criança é baseada no estabelecimento de limites respeitosos e construídos em conjunto. O papel de condução do processo, claro, é do adulto. Mas os interesses da criança são considerados e tudo é conversado e combinado. Não existem regras arbitrárias e punições, mas existem combinados que ajudam a determinar os limites da criança.

Os pais e mães nunca dizem “não” para os filhos na parentalidade gentil?

Decerto o “não” é uma palavra importante na educação de qualquer criança. É preciso saber usá-la com sabedoria. O exagero leva ao desgaste da palavra – com efeito ao contrário do desejado – a criança para de respeitá-la. O “não” deve ser usado quando é realmente necessário. Na parentalidade gentil, que favorece a comunicação, o respeito e a valorização dos sentimentos, dizer o “não” certamente ganha outra dimensão. Os pais levam em consideração o contexto, os sentimentos próprios e os das crianças, e só dizem não quando isso é realmente necessário.

O que os pais e mães ganham com a parentalidade gentil?

Pais e mães aprendem a desligar do piloto automático e a prestar mais atenção aos filhos e filhas. Eles precisam desenvolver a empatia para entender como o filho ou a filha se sente em momentos de necessidade. Também passam a compreender que o mundo da criança é muito diferente do mundo dos adultos, o que aumenta o respeito mútuo.

O que as crianças ganham com a parentalidade gentil?

O desenvolvimento da neurociência nos ensina que nosso cérebro cresce de tamanho até os 23 anos de idade. Isso significa dizer que, até essa idade, o ser humano não está maduro. Além disso, a neuroplasticidade faz com que o cérebro se adapte a mudanças por meio do sistema nervoso. Esse conhecimento é importante, porque leva os cientistas a concluir que o organismo da criança e o desempenho futuro dela na vida social e profissional são influenciados pelas experiências que vivem nos primeiros anos de vida. Com a parentalidade gentil, que proporciona um ambiente de baixo estresse e estímulos positivos, a criança tende a ter um bom desenvolvimento mental e físico.

Como aplicar a parentalidade gentil na prática?

Confira a seguir algumas dicas bem objetivas levantadas por terapeutas familiares para implementar a parentalidade gentil na prática, usando como exemplo uma situação de confronto em que a criança começa a se comportar de maneira indesejada, com birra e outras reações do gênero:

  • Birra não é um ataque pessoal da criança ao pai ou à mãe. É apenas uma forma de comunicação da criança, que não tem recursos emocionais para lidar com sua frustração.
  • Valide os sentimentos da criança, dizendo a ela que você vê que ela está triste e nervosa, e que você também se sente mal com a situação, mas mantenha o “não” que gerou a birra de forma firme e gentil.
  • Tente entender o que se passa dentro de você quando se estressa diante de uma birra infantil. O que você sentiu? Por que isso aconteceu? Compreender os seus gatilhos ajuda a lidar de maneira mais equilibrada com a situação.
  • Envolva a criança na tomada de uma nova decisão que contorne o motivo da birra. Se você disse “não” para uma brincadeira, por exemplo, sugira que ela ajude a escolher outra coisa que possam fazer juntos para se divertir.
  • Não ceda no limite definido por vocês. Acolha os sentimentos de frustração, mas não negocie, sob o risco de validar aquele comportamento indesejado.
  • Se a birra evoluir para um espetáculo público de horror e seu filho ou filha parece fora de si, as palavras não funcionarão. Tente pegar seu filho ou filha no colo.
  • Leve a criança para outro lugar e abrace-a para acalmar as emoções. Peça que ela respire, diga que já vai passar e mantenha a calma, a firmeza e a gentileza. O tom de voz gentil e carinhoso vai ajudá-la a se acalmar.
  • Recapitule com a criança o que aconteceu, mas sem rotulá-la.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.

Menu