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Estudo aponta: a maneira como os pais criam seus filhos pode ter grandes impactos na saúde e no bem-estar das crianças


Em artigo publicado na prestigiosa Nature Human Behaviour, um grupo de especialistas avaliou o impacto do estilo parental – ou seja, a maneira como os pais criam seus filhos – sobre a saúde e o bem-estar dos pequenos, comprovando que o cultivo de atitudes mais saudáveis, compreensivas e, acima de tudo, positivas pode não só incentivar o melhor desenvolvimento da criançada, como trazer bons efeitos durante a vida adulta. Acompanhe:

O estudo

Contando com informações de milhares de jovens acompanhados até os 16 anos, o estudo utilizou-se dos dados coletados dentro dos mais diversos ambientes familiares em função de analisá-los em um panorama mais amplo.

Desde a ‘satisfação do relacionamento entre pais e filhos’ (levando em conta o amor envolvido) e a autoridade dos pais, até a frequência da convivência em família, são examinados os mais variados aspectos da parentalidade, bem como seus resultados no que diz respeito à saúde psicossocial, mental, comportamental, física e também ao bem-estar dos mais novos, tornando-se, portanto, possível identificar fatores que exercem grande influência no dia a dia.

E é a partir desses dados que os especialistas conseguiram traçar um padrão de ações mais saudáveis a ser seguido para auxiliar no desenvolvimento dos mais novos.

As conclusões

De acordo com os resultados, o estilo parental tido como mais positivo é o chamado “competente”. Combinando afetividade e autoridade de maneira equilibrada, esse ‘modelo’ é o que mais se destaca no que diz respeito ao aprendizado dos pequenos, mostrando-se mais efetivo e adequado do que os outros estilos, tidos como autoritários (autoridade sem afeto), permissivos (afeto sem autoridade) ou negligentes (sem os dois).

Segundo as respostas adquiridas ao longo do estudo, as famílias que seguem o padrão em questão apresentam:

1) Índices muito mais baixos, entre crianças e jovens, de transtornos alimentares, como a obesidade; distúrbios emocionais, como depressão e ansiedade; DSTs; e até mesmo cultivo de vícios, bem como tabagismo e o uso de maconha.

2) Maior habilidade, por parte dos pequenos, em expressarem suas emoções.

O que podemos tirar de tudo isso?

Criar um filho é colocar no mundo mais uma vida, mais um agente que trará consigo e com suas ações, grande impacto para as pessoas e lugares que encontrar pela frente.

É nosso dever, portanto, moldá-los para tornarem-se sempre a melhor versão de si mesmos, cada vez mais humanos e, nesse contexto, uma parentalidade saudável e equilibrada é essencial.

Em conjunto com a firmeza e a rigidez exigidas quando o assunto é educar, é o afeto por trás dos pequenos gestos que faz toda a diferença, ensinando desde cedo a enxergar o mundo com maior confiança, autoestima e perdão. Ou seja, com olhos mais sensíveis e empáticos!

* Artigo publicado na prestigiosa Nature Human Behaviour e de autoria do Prof. titular de Harvard Tyler Wanderweele, um dos palestrantes do CONUPES 2019


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