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Volta presencial à escola pede maior resiliência das crianças


Volta presencial à escola pede maior resiliência das crianças

Depois de praticamente 1 ano e meio de idas e vindas, a grande maioria das escolas públicas e privadas finalmente retomou o atendimento presencial de alunos, ainda que com restrições e protocolos variados para impedir a disseminação da Covid-19.

Como era de se imaginar, essa volta não está sendo fácil.

Basta um resfriado um pouco mais pesado para a criança atingida ficar novamente isolada em casa. Na maioria das escolas, o retorno após a manifestação de qualquer sintoma só acontece se a criança for submetida a um teste com laudo, o que muitas vezes significa submeter os pequenos e pequenas ao chatérrimo PCR-RT – aquele exame do cotonete enfiado pelas narinas quase até o cérebro! (Quem já fez sabe do que estamos falando).

Se o resultado for positivo para alguma criança da sala, lá vai a turma toda de volta para o virtual por um prazo de, no mínimo, 10 dias.

Com tantas dificuldades, a experiência do tão aguardado retorno à escola pode se tornar um pouco estressante e fonte de ansiedade para as crianças. Um cenário que, sem dúvida, pede um pouco mais de uma habilidade socioemocinoal muito importante e cada vez mais valorizada no mundo de hoje: a resiliência.

Mas como criar filhos resilientes? Não existe uma receita pronta, mas o primeiro passo é aprender tudo sobre a resiliência. Confira a seguir algumas perguntas e respostas que podem ajudar sua família a trilhar esse caminho.

Antes de prosseguir: para saber mais sobre resiliência e a importância dela para as crianças, acesse este outro post do Vida Inovadora sobre o tema.

Quais as características de pessoas resilientes?

Crianças resilientes são aquelas capazes de combinar características como otimismo, flexibilidade e motivação à capacidade de resolver problemas. Em momentos difíceis, elas demonstram maior capacidade de recuperação. Em tempos tranquilos, são elas que mais prosperam.

Resiliência não é uma característica inata?

Para nossa sorte, os especialistas afirmam que a resiliência é uma habilidade que pode ser aprendida ao longo da vida. Nas crianças, os pais e mães podem promovê-la e desenvolvê-la desde os primeiros anos de vida. Para tanto, é necessário prover a elas a segurança de uma estrutura familiar estável que as apoie, apresentar desafios apropriados e deixar que os superem sozinhas, ou com uma pequena ajuda do adulto.

Mas não devo protegê-la dos perigos?

Como já dissemos, a volta presencial à escola pede maior resiliência das crianças.

Claro que ninguém está defendendo que pais e mães deixem seus filhos e filhas por conta própria desde cedo. Analisar situações, prever riscos e proteger nossas crianças é nosso papel. O que é importante evitar é a superproteção, aquela que ocorre quando pais e mães resolvem tudo para filhos e filhas que crescem sem nenhuma autonomia. Um relacionamento carinhoso pode ser uma base familiar de proteção suficiente para a criança. Ela não precisa de alguém que resolva seus problemas, basta saber que tem a quem recorrer se não encontrar sozinha formas de lidar com uma situação.

O que é uma Base familiar segura?

Imagine que no meio de um passeio de veleiro, você se depare com uma tempestade. Qual a sua primeira reação? Retornar com o barco para terra firme, onde poderá se abrigar dos riscos da tormenta. A base familiar segura é a terra firme que as crianças sabem que estará lá para que possam se recuperar se enfrentarem algum problema, ou se algo não der certo. É essa base que as fará se sentirem seguras e apoiadas.

Como ensinar isso aos filhos?

Lembra daquele nosso outro post sobre o exemplo que somos para nossos filhos? Pois é, vale a pena reler, porque ninguém consegue ensinar resiliência se não for resiliente. Se você perde a paciência e surta toda vez que seu filho se recusa a fazer algo que você pediu, o que está ensinando a ele? Que é legítimo ter um ataque quando algo não sai da maneira que ele esperava. Aprenda a controlar suas emoções para que seu filho ou filha aprenda a fazer o mesmo. E lembre-se: seu filho está o tempo todo atento ao que você faz, não ao que você fala. Ele aprende mais com suas atitudes, do que com os seus discursos.

É preciso fracassar para aprender a ser resiliente?

Esse é um ponto importante: ninguém aprende a lidar com adversidades se elas nunca surgem em sua vida. Ou se nunca fracassa numa tentativa de realizar algo. Riscos reais envolvem a possibilidade de fracasso e só aprendemos a lidar com ele quando o vivemos. Então, se você demonstra resiliência, tem certeza de que a base de segurança está sólida e de que seu filho ou filha se sente apoiado ou apoiada, está na hora de testar as águas com alguns desafios. Você, como pai, deve acompanhar de perto, mas precisa evitar a tentação de interferir para garantir que a criança tenha sucesso o tempo todo.

Como fazer as crianças experimentarem o fracasso?

Os jogos de tabuleiro são ótimos laboratórios para simular situações de fracasso e desenvolver a resiliência sem maiores consequências.

Não existe “receita de bolo” para desenvolver resiliência?

Tudo parece tão mais fácil quando vem com manual, certo? Mas em matéria de educação dos filhos, infelizmente, não existe uma única forma de fazer. Pais e mães são diferentes, constelações familiares são únicas, e mesmo dentro da mesma família, há situações que funcionam com um filho, mas não funcionam com outro. Um pai ou mãe atento, que observa seu filho de perto, tende a saber os limites dele. Até onde pode desafiar, de que forma o desafio é mais eficiente e em quais momentos ele é apropriado. Exercite essa sua habilidade de conhecer profundamente o seu filho e descubra como você vai se tornar um pai ou mãe mais realizado!


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