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Saber conviver com as diferenças é o segredo da modernidade


Além de ser fonte de constante aprendizado e evolução, é a partir das diferenças que histórias são construídas. Cada qual com sua beleza pois, justamente, possuem peculiaridades que as tornam únicas. Afinal, somos todos diferentes.

Etnias, tamanhos, interesses, cores, formas, atitudes, origens, crenças. Nos distinguimos do outro por inúmeras razões e constatações, e enxergar essa amplitude é lindo, porém desafiador. Ainda mais na infância.

Por isso, é fundamental adaptar, desde cedo, os olhinhos infantis a visualizarem o tanto de diversidade que o mundo pode oferecer. Como educar os mais novos para que entendam e aceitem o diferente?

Trabalho em equipe

Uma boa maneira de introduzir o ser humano à diversidade é a própria escola. Apesar da faixa de idade em uma mesma turma e série ser praticamente a mesma, o convívio escolar é uma das primeiras grandes experiências dos pequenos com a diferença. 

Nesse ambiente, as crianças começam a aprender por meio das brincadeiras um pouco mais sobre o convívio com o outro e como é necessário alinhar as diferenças de maneira complementar a fim de atingir o objetivo final ou determinado objetivo em comum.

Como criança aprende brincando, uma ferramenta aliada no momento de ensiná-los a lidarem com as diferenças são os próprios jogos da Metodologia Mind Lab. Ao serem aplicadas as dinâmicas em sala de aula, é visível que o trabalho em equipe surte efeitos muito mais exitosos.

Seguindo o Método das Aves Migratórias, cada aluno consegue trazer sua própria interpretação para resolver o desafio proposto. De maneira complementar, as diferentes visões se unem, formando um pensamento complexo.

Conhecer sua singularidade

Além disso, outra parte fundamental no processo de entender e respeitar as diferenças é saber identificar as suas próprias singularidades e características distintas. Seguindo o Método do Espelho, conhecer-te a ti mesmo – como propunha o pensador grego Delfos – é essencial, no entanto, não deixa de ser um processo complexo e contínuo.  

Nem nós, adultos, conseguimos mergulhar em nós mesmos por completo, por isso, uma boa maneira de tornar esse processo mais palpável e natural é incentivar as crianças desde cedo a irem em busca do seu autoconhecimento.

Conseguir identificar suas peculiaridades é a porta de entrada para ver no outro aquilo que falta ou existe de sobra em você, de modo a despertar o contínuo e necessário questionamento: “O que posso aprender hoje?”

O que podemos tirar de tudo isso?

Para concluir, a mensagem que fica é: dar espaço para diversidade é desafiar a sua existência, saindo da zona de conforto e dando lugar ao novo.

Até porque, não podemos esquecer que é da divergência que nasce o questionamento, e do questionamento que nasce o aprendizado. Coexistir oferece mais possibilidades de exercitar as nossas competências mentais. 

Somos seres humanos complexos, cada um com sua singularidade, e através da riqueza da diversidade somos incentivados a desbravar novos horizontes aprendendo com eles, neutralizando o olhar para o diferente, exercitando cada vez mais empatia e menos julgamento no dia a dia.

Em tempos de intolerância, é da diversidade que nasce a esperança de uma sociedade mais sensível, que saiba enxergar que o incentivo a busca pelo novo faz parte do desenvolvimento de cidadãos ainda mais experientes, tolerantes e, acima de tudo, humanos. 

Afinal, o respeito é o que nos une!


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