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Problemas de casal: como não envolver os filhos!


Os papéis mais comuns dentro de uma família são os de casal e as relações de pais e filhos. E apesar de conectados, não devem prejudicar um ao outro.

Sendo assim, especialmente considerando as altas taxas de relacionamentos conturbados e divórcio, é fundamental saber separar bem os papéis!

Toda criança e jovem merece crescer em um ambiente estruturado e emocionalmente saudável. É responsabilidade dos pais garantir que isso seja possível.

Fique de olho nas dicas que podem te ajudar a lidar da melhor forma com as dificuldades familiares, independente dos problemas de casal!

 

Brigas ou menosprezo

Não é preciso entender sobre psicologia infantil e adolescente para saber que as brigas de casal (especialmente com agressões verbais ou físicas) geram um impacto extremamente negativo nos filhos.

Diante de um ambiente hostil, as crianças se sentem inseguras. Dependendo da frequência e intensidade em que vivenciam esses problemas, tendem a perder sua autoestima. As consequências podem permanecer até a vida adulta.

No fim, as brigas não deveriam ser uma opção nem mesmo para os casais entre si. Isso porque o diálogo é sempre o melhor caminho. O sentido contrário, de menosprezo ou sátira do outro em sua ausência, também pode ser igualmente prejudicial.

Mesmo quando os casais não estão em sua melhor sintonia entre si, o ideal é que as relações de família comum a todos não se percam. Portanto, não dispense os momentos e programações, como sentar juntos à mesa durante as refeições, apenas porque o casal está brigado.

É preciso separar os papéis e manter o ambiente saudável para as crianças, independentemente dos assuntos pessoais.

 

Cuidado com as contradições!

Sabe quando uma criança precisa de autorização e o pai deixa, mas a mãe, não? Esse é um problema que gera conflito entre os casais e cria a sensação de contradição nos filhos.

Se um lado é muito permissivo e o outro autoritário, é possível haver um reflexo até na percepção de imagem dos pais. Enquanto uma pessoa irá sempre parecer legal, a outra sempre será a chata.

O ideal é que o casal primeiro entre em comum acordo e apenas depois se equilibre para dar respostas entre sim e não. Se os dois se dividem para deixar e negar intercaladamente, de acordo com cada situação, a imagem de cada um se torna mais equilibrada.

A pior saída é discutir na frente dos filhos sobre quem tem razão.

Também é importante não jogar a responsabilidade inteiramente para o outro com frases clássicas, como: “fala com a sua mãe” ou “olha só o que o seu filho está fazendo”. Ao fazer isso, a sensação é de que um lado tem mais poder ou culpa do que o outro.

Os dois precisam ter papéis igualitários para que os filhos sintam firmeza e união de seus responsáveis e tenham um norte central para seguir.

Quando os pais se mostram opostos, as próprias crianças podem aprender a usar o modelo para tentar manipular a situação. O saldo final é o desconforto entre a família e uma educação confusa.

 

Honestidade em primeiro lugar

Da mesma forma que não devem acompanhar brigas e discussões de perto, as crianças também não devem ser excluídas ou enganadas sobre situações de conflito. Isso porque não é saudável que vivam em um mundo cor-de-rosa, sendo totalmente bloqueadas dos problemas da vida real.

A honestidade é um valor a ser aprendido desde cedo!

Afinal, elas percebem e sentem tudo o que está acontecendo. Por isso, é interessante que elas se sintam parte dos problemas da família. Nessa hora, cabe aos adultos apenas filtrar até que ponto os filhos devem participar, sem criar sobrecargas desnecessárias.

Um exemplo é ter uma conversa franca sobre qualquer tipo de separação. Alguns casais também se separam, mas continuam morando na mesma casa por um tempo.

No lugar de esconder ou tentar camuflar, é importante que eles entendam que os pais não estão juntos como casal, mas garantindo (com palavras e atitudes) que isso não afete o relacionamento enquanto pais e filhos.

Da mesma forma, precisam saber quando houver um problema financeiro e os gastos necessitem ser reajustados na família.

Esse tipo de postura garante que seus filhos cresçam com mais maturidade e preparados para os desafios da vida.

 

Segunda chance

Quando deixamos as emoções falarem mais alto, sabemos da dificuldade em manter a harmonia no lar. Caso você perceba padrões prejudiciais em sua família, lembre-se que sempre é possível recomeçar.

Seja através de terapias de casal ou individuais para adultos e crianças, seja através do diálogo com disposição para mudar. Quanto antes esses caminhos forem revertidos, mais facilmente as crianças chegarão à adolescência ou fase adulta sem traumas e com equilíbrio!

 


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