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O homeschooling é uma opção?


O homeschooling é uma opção para a educação dos filhos? O fechamento das escolas pela pandemia de Covid-19 acabou colocando em funcionamento em todo o Brasil, ainda que de maneira incidental, uma prática defendida há tempos por parte da sociedade. Mas jamais aceita pelas autoridades: o homeschooling, ou educação domiciliar. Afinal, todas as crianças passaram a ser educadas em casa, guiadas pelos pais. Algo muito parecido com o homeschooling, tão difundido nos Estados Unidos.

O momento reacendeu o debate pela oficialização da prática e a MP 934/2020, que estabelece normas excepcionais para o ensino durante a pandemia, recebeu emendas na Câmara dos Deputados com o intuito de oficializar e regulamentar essa prática.

Mas, afinal, o homeschooling é uma opção para a educação dos filhos?

Para entender um pouco melhor essa modalidade, é preciso conhecer as motivações por trás dela. Na maioria das vezes, os que defendem a educação das crianças em casa enxergam a escola como um risco. Na visão delas, seria um local onde os filhos saem do controle da família e ficam expostos a influências externas, especialmente no que se refere à educação sexual, moral e política. Além de estarem sujeitos à violência e às drogas.

O que os defensores dessa modalidade deixam de dizer?

A escola também é um espaço de convívio democrático, onde a criança passa a entender que a sociedade é maior do que o seu núcleo familiar, e que é permeada por valores, crenças e ideias diferentes das de sua família. É onde ela aprende a conviver e desenvolve competências socioemocionais como empatia, respeito, responsabilidade, cidadania, e cooperação. Todas elas previstas pela Base Nacional Comum Curricular, a BNCC.

Como é nos Estados Unidos?

Mesmo nos Estados Unidos, onde o homeschooling é largamente praticado, educadores e estudiosos têm reservas a ele. Na edição de junho da Harvard Magazine, a acadêmica Elizabeth Bartholet, diretora da Faculdade de Child Advocacy da escola de direito de Harvard, fez severas críticas ao modelo e defendeu que ele seja banido do país. “É importante que as crianças cresçam expostas a valores sociais e democráticos, ideias de tolerância e não-discriminação”, explicou a acadêmica.

Os pais estão mesmo vivendo o homeschooling?

Embora alguns defendam que os pais estão tendo a chance de experimentar o homeschooling, com as escolas fechadas, os especialistas fazem uma distinção importante: o que as famílias estão vivendo hoje não é educação domiciliar. Na prática, eles estão atuando como mediadores da aprendizagem, dando suporte, estrutura e estabilidade para que seus filhos possam estudar a partir de conteúdos e práticas vindas da escola e dos professores. É muito diferente de atuar como professor do filho, decidindo o que ele vai aprender e de que forma.

Embora continuem a tramitar no Congresso, as medidas que oficializam o homeschooling têm pouca chance serem aprovadas. Segundo estimativas do Instituto Ayrton Senna, apenas 1% das famílias brasileiras defende essa ideia.


2 Comentários. Deixe novo

  • Maria Eleni Teles Silva
    agosto 26, 2020 18:42

    Neste período de pandemia as escolas e professores estão reinventando a forma de dar aulas, manter contato com os alunos e famílias, através de aplicativos e telefone, a demanda de acompanhar e cobrar ficou a cargo das famílias como sempre deveria ser.

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  • Antonia Couto
    agosto 27, 2020 20:39

    Estamos passando por um período o qual a participação da família no processo de aprendizagem do aluno é fundamental para que os mesmos consigam executar as atividades escolares.

    Responder

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