O que é inteligência emocional e como desenvolvê-la?
A inteligência emocional é o gerenciamento das próprias emoções. Ela está presente diariamente em nosso cotidiano e faz parte da formação integral de crianças, adolescentes e adultos.
Lidar com a frustração de perder em um jogo, comunicar bem os sentimentos, tomar uma decisão equilibrada mesmo sob pressão… Tudo isso requer inteligência emocional para identificar o que estamos sentindo e reagir de acordo.
Esse autocontrole é uma pequena parte do desenvolvimento socioemocional – um processo mais amplo, que combina a inteligência emocional e as habilidades de relacionamento.
Neste artigo, você entenderá como desenvolver inteligência socioemocional. Recomendamos também a leitura do nosso post sobre Socioemocional, que explora em detalhes todas as competências emocionais, sociais e pessoais necessárias ao longo da vida.
O que é inteligência emocional?
Inteligência emocional é a capacidade de identificar e lidar com as emoções, tanto as suas quanto as dos outros. Por meio dessa habilidade, uma pessoa pode identificar sentimentos, expressá-los de forma saudável e agir de maneira equilibrada diante deles.
Uma pessoa emocionalmente inteligente consegue entender rapidamente se está ansiosa, estressada ou decepcionada. Ela consegue nomear o que está sentindo, expressar essa emoção, e desenvolver mecanismos para lidar com ela.
Parece simples, mas para muita gente, não é. Há pessoas que apenas “sentem-se mal” e demoram a entender os motivos disso ou o impacto das suas reações sobre quem está em volta.
É por isso que a inteligência emocional é uma habilidade tão importante. Ela se manifesta em diversas áreas da vida: na hora de aprender, se relacionar, resolver conflitos, tomar decisões…
Todas essas ações ficam mais simples quando há clareza. Sem o autocontrole emocional, é como se houvesse uma névoa mental impedindo que a pessoa visualize as situações com clareza.
Principais componentes da inteligência emocional
Podemos entender a inteligência emocional como a soma de diversas habilidades socioemocionais. Um indivíduo que aprende e desenvolve essas competências estará apto a gerenciar bem as emoções.
O conceito de inteligência emocional foi popularizado pelo psicólogo norte-americano Daniel Goleman. Em sua principal obra, o livro Inteligência Emocional, de 1995, ele descreve os componentes principais como:
- Autoconsciência: reconhecer o que está sentindo e por que está sentindo;
- Autorregulação: regular impulsos, lidar com a frustração e com as emoções intensas;
- Automotivação: capacidade de usar as emoções para superar obstáculos e promover mudanças positivas na própria vida;
- Empatia: conseguir se colocar no lugar de outra pessoa, entendendo e respeitando os seus sentimentos e perspectivas;
- Habilidades sociais: expressar as emoções com clareza, respeito e consciência de como elas podem afetar quem as ouve.
Esses componentes funcionam de forma integrada. Por exemplo, imagine um jovem tenso porque tem uma prova bem difícil amanhã.
Com autoconsciência, identificará o estresse e a sua causa.
Por meio da autorregulação, fará pausas para relaxar entre as sessões de estudo, em vez de concentrar toda a atenção no problema diante de si.
Com automotivação, não deixará que as pausas se estendam demais, para não prejudicar o estudo.
Tendo empatia, não irá descarregar a raiva nos pais e colegas.
E, com suas habilidades sociais, explicará na hora do jantar que está nervoso e pedirá conselhos para fazer a prova bem.
Por que a inteligência emocional é importante
A inteligência emocional proporciona benefícios em todas as áreas e fases da vida.
- Tem diversos impactos positivos na aprendizagem, como a capacidade de reconhecer frustração, pedir ajuda sem vergonha e persistir diante do desafio;
- Melhora o relacionamento com colegas e famílias, por meio da expressão correta dos sentimentos, empatia e habilidades de colaboração e diálogo;
- Facilita a resolução de conflitos, o que permite negociar e encontrar soluções sem agressividade, uma das habilidades mais importantes no mercado de trabalho;
- Aumenta a autoestima, pois reduz o estresse e gera maior satisfação com a vida;
- Fortalece o autocontrole e a capacidade de pensar antes de agir. Isso gera diversos benefícios, como disciplina, capacidade de compartilhar os problemas com os outros, escolher com segurança qual carreira seguir, entre outros.
Exemplos práticos do cotidiano
A inteligência emocional se manifesta em pequenas atitudes diárias. Cada uma destas pequenas ações é uma oportunidade de desenvolver ainda mais o autocontrole emocional e as competências da educação socioemocional.
Entre as mais comuns, estão:
- Reagir a uma nota baixa na escola ou a ser o último a ser escolhido na educação física;
- Esperar a vez de falar em uma conversa ou atividade em grupo;
- Desescalar uma discussão entre dois colegas;
- Reconhecer um erro em uma atividade em grupo sem sentir vergonha;
- Pedir desculpas sinceras quando magoar alguém em alguma discussão;
- Entender o motivo por trás das suas emoções, como “fiquei triste porque não consegui terminar o desenho”, em vez de apenas chorar;
- Contar até 10 antes de responder a uma provocação, para evitar o conflito em vez de aumentá-lo;
- Fazer festa junto de um amigo quando ele passar no vestibular, sem sentir inveja;
- Ficar satisfeito com o próprio esforço, mesmo quando o resultado não for o desejado.
Essas situações são tão comuns que ocorrem em toda a vida. Na infância tem o desafio das provas da escola, durante a adolescência o problema é o vestibular, depois o trabalho… Os ambientes mudam, mas os exemplos são praticamente os mesmos.
Como desenvolver inteligência emocional
A inteligência emocional é um projeto contínuo. Não é como se, de uma hora para outra, você adquirisse essa habilidade. Em vez disso, é necessário se expor de forma controlada às interações sociais, para aprender a gerenciar melhor as emoções.
Há algumas práticas intencionais que podem acelerar o processo, como:
- Criar rotinas para nomear emoções, como um “diário emocional” que deve ser preenchido todos os dias;
- Fazer pausas para autorregulação, como meditação, exercícios de respiração, ou contar até dez quando estiver nervoso;
- Conversar sobre os seus problemas com pessoas de confiança, explicando o que aconteceu e como você se sentiu;
- Usar jogos e dinâmicas que estimulem empatia, como jogos de tabuleiro cooperativos;
- Validar as emoções em vez de negá-las. Reconheça que todas as emoções são válidas, mas não todas as reações a elas.
Para desenvolver as habilidades socioemocionais em crianças e adolescentes, há duas dicas adicionais.
A primeira é ensinar pelo exemplo. Nomeie seus sentimentos, resolva conflitos com respeito e converse abertamente com os jovens. A segunda é estabelecer limites claros, mas explicar as razões por trás das regras, em vez de simplesmente proibir certos comportamentos.
Como a Mind Lab trabalha inteligência emocional?
A MindLab desenvolve ferramentas que ajudam professores e famílias a trabalhar a inteligência emocional de crianças e adolescentes.
Fazemos isso por meio de jogos de raciocínio, atividades socioemocionais e práticas metacognitivas, presentes em programas como MenteInovadora e Ginga.
Eles fortalecem as principais competências socioemocionais, como a comunicação, a criatividade, o pensamento crítico, a empatia, o autoconhecimento e a cooperação. Os programas estão alinhados às diretrizes da BNCC e já estão em uso em colégios de todas as regiões do Brasil.
Acreditamos que a inteligência emocional e as habilidades socioemocionais são fundamentais para a vida, por meio de pequenos aprendizados diários e de programas estruturados e contínuos, como os oferecidos pela Mind Lab.
Se você também reconhece essa relação entre emoções e aprendizagem, convidamos você a conhecer a nossa abordagem sobre o socioemocional e a explorar os nossos recursos focados na formação integral de crianças e adolescentes.
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