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Despreparo emocional: como ajudar seu filho a ter êxito em testes


Não é novidade quando os estudantes brasileiros apresentam baixo desempenho em avaliações como o famoso teste internacional Pisa. Na última edição em 2015, por exemplo, o Brasil ficou na 63ª colocação em ciências, na 59ª em leitura e na 65ª em matemática, entre 70 países.

De imediato, culpamos a educação precária em nosso país e acreditamos que tudo se deve à falta de conhecimentos. Porém, a verdadeira explicação vai além.

É o que indica a recente pesquisa “Por que o Brasil vai mal no Pisa? Uma análise dos Determinantes do Desempenho no Exame”. De acordo o estudo, a falta de controle emocional é um dos principais fatores prejudiciais.

“Essas habilidades indicam quão perseverante e resiliente é o jovem, como ele reage quando alguma coisa dá errada. E isso parece ser tão importante quanto as habilidades tradicionais como inteligência, conhecimento, raciocínio e memória.”, explica Menezes especialista em educação e políticas públicas.

 

Conteúdo X Emoções

Por mais intuitivo que pareça o termômetro de uma estabilidade emocional saudável, também existem indícios concretos que comprovam sua influência!

Prova disso é o desempenho já verificado em análises sobre o Pisa, como na última edição realizada em maio de 2018 e resultados a serem divulgados em 2019.

Conforme apontam os dados, o desempenho dos brasileiros diminui ao longo da prova. No primeiro bloco de perguntas, o índice de resolução é de 40% das questões. Porém, conforme a prova avança, cai para cerca de 15%.

Ao que parece essa diferença se deve principalmente à queda de motivação, atenção e foco ao longo do teste. O curioso é saber que esse percentual não é comum a todos os países. Para finlandeses e coreanos por exemplo, a taxa de resolução durante o fim da prova não se altera muito e gira em torno de 50%.

Um dos motivos que se destacam positivamente entre os estrangeiros é a persistência diante dos desafios. Afinal, de nada adianta aprender conteúdos complexos caso o aluno não esteja centrado e confiante em meio às pressões.

Quanto mais trabalharmos a motivação e a resiliência em nossos filhos, desde cedo, mais preparados estarão para momentos de pressão. Essas qualidades, nos permitem que continuemos focados e motivados mesmo quando as coisas não estão indo para o caminho desejado.

Uma sociedade motivada e produtiva, desde a infância, terá menos chances de enfrentar problemas como desemprego e criminalidade no futuro. Vamos lutar, no que estiver em nossas mãos, por esse futuro!

 

Investir nas crianças é a solução!

A boa notícia é que assim como os conhecimentos aprendidos na escola, a inteligência emocional que também afeta o desempenho, sempre poderá ser desenvolvida!

A grande vantagem é quando isto acontece desde cedo, já na primeira infância e dentro dos lares. Uma educação voltada para habilidades socioemocionais, a partir de uma família estruturada, em complemento a um conteúdo pedagógico com este foco, é a melhor maneira de promover crianças de sucesso nos estudos e na vida!

Entre muitas possíveis, algumas práticas cotidianas podem ajudar a estabelecer rotinas, hábitos e responsabilidades. Neste caso, isto os estimula a desenvolver autonomia e independência, por exemplo. Neste post do Vida Inovadora, você também pode conferir uma tabela com atividades que eles podem começar a realizar em casa de acordo com cada idade!

“Se a criança está acostumada desde cedo a ter curiosidade, se for estimulada a procurar soluções para problemas, a ler e a discutir, ela vai ter a vontade e a curiosidade de resolver uma prova, representando o seu país (como no caso do Pisa). Isso são coisas que vão se acumulando desde o nascimento”, explica Menezes.

E vocês, já estão garantindo que seus filhos tenham acesso a uma educação saudável e motivadora em todos os sentidos?

 

 


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