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Como lidar com as frustrações?


Desde pequenos queremos ter nossos desejos realizados. A busca  pelo bem-estar através das conquistas é natural a todos os seres humanos. Porém, o que demoramos um pouco mais para aprender, é que frustrar-se faz parte deste processo. Isso porque entendemos a frustração como uma sensação negativa da qual precisamos nos livrar o mais rápido possível.

Não é difícil saber por que compramos essa ideia sem questionamento. Quem não gosta do prazer de vencer em suas buscas?

Na maioria das vezes, não ser capaz de alcançar um objetivo pode gerar raiva, tristeza, desânimo, inconformidade. Estas emoções podem nos fazer desistir no meio do caminho, apenas porque as coisas não saíram da forma como gostaríamos.

A pergunta que surge é: será que esse desconforto não tem nenhum papel em nosso desenvolvimento como seres humanos?

Hoje vamos falar sobre a importância por trás de nossas frustrações e por que devemos ensinar nossos filhos a lidarem com elas de maneira mais natural!

 

Toda frustração gera um aprendizado

Vamos imaginar um cientista que tenha dedicado sua vida a curar o câncer. Nós já sabemos que ele fracassou em seu objetivo final, porque ninguém até hoje foi capaz de descobrir a cura definitiva para esta doença.

Mas vamos supor que, ao longo do caminho, ele tenha conseguido desenvolver medicamentos para retardar o seu crescimento,  impedindo que as células malignas se espalhem por outros órgãos. Dessa forma, ele também permitiu que muitas pessoas vivessem mais.

Se esse cientista fosse uma pessoa incapaz de lidar com a frustração, ele jamais teria feito tantas descobertas. Talvez tivesse mudado de profissão no primeiro fracasso. Ao invés disso, porém, esse cientista aceitava a dor de suas frustrações, se reinventava e procuravas novos caminhos. A cada tentativa, novos avanços contra a doença eram atingidos.

Assim como para o cientista, a moral da história é que saber lidar com a frustração é uma qualidade importante no desenvolvimento socioemocional de qualquer criança. O único jeito de desenvolver essa habilidade é errando e também frustrando-se.

Apesar de nem sempre chegarmos ao objetivos que pretendíamos, a evolução já um sinal que nos motiva a continuar.

 

Pais superprotetores: cuidado!

Muitos pais têm a tendência de proteger os filhos da dores e dos sentimentos negativos. Acham que estão apenas fazendo bem a eles. Na verdade, porém, estão prejudicando suas formações psicológicas . Mesmo sabendo o que é certo, acabam cedendo nas primeiras birras. Assim, estão impedindo que eles possam aprender a lidar com a vida de uma maneira mais realista.

Um jovem que cresceu acostumado a ter todos os seus desejos atendidos terá dificuldades para enfrentar os problemas inevitáveis.  Entre eles o fim de um namoro, uma falha no vestibular, a perda de um emprego, entre outros. Em resumo, ele sofrerá mais para se adaptar aos fatores externos que não são controlados e gerenciados pelos pais superprotetores.

O ser humano é movido pela necessidade. Ou seja, algum nível de falta, de carência e de desilusão são importantes para a construção de certas habilidades que nascem quando as gratificações são adiadas. Muitas vezes, esse é o fator capaz de nos fazer refletir sobre o que deu errado para traçar novas metas.

Esse será o diferencial do sucesso na vida adulta. Até porque atingir nossos objetivos é algo que exige cada vez mais dedicação, trabalho e superação constantes.

 

Para fugir da armadilha da superproteção

Por mais difícil que seja, pais e mães devem se libertar da crença limitadora de que seus filhos são frágeis e não suportam a verdade.

Precisamos permitir que eles vivam experiências inteiras com começo, meio e fim, por mais angustiante que isso possa ser para nós mesmos.

Não se trata de abandoná-los na hora de dificuldade. Devemos permanecer ao lado deles, guiando-os no processo de entender a situação e encontrar saídas, mas sem tomar a frente e resolver o problema para eles.

Vamos pensar em um exemplo bastante comum nos dias de hoje: a escola reprova um aluno que não atingiu os objetivos de aprendizagem.  O pai, para evitar essa frustração, recorre à Diretoria de Ensino ou à Justiça para forçar a aprovação do filho.

Ao agir assim, o pai está cancelando o aprendizado que o filho poderia tirar dessa situação. Reprovado, ele teria a chance de refletir sobre as razões que o levaram ao fracasso, corrigir os comportamentos que afetaram o resultado e estabelecer um plano de estudos para atingir a meta da aprovação no ano seguinte. Ao cancelar esse processo, o pai o impede de percorrer esse caminho.

As frustrações envolvendo nossos filhos são corriqueiras no cotidiano. Comece a prestar atenção em como você se comporta quando elas acontecem. Você se adianta e tenta evitar que seu filho se frustre? Então considere a possibilidade de deixar que ele experimente um pouco das consequências da situação e tente ajudá-lo a pensar para encontrar saídas por si próprio.

Pode ser mais trabalhoso, mas acredite: você estará fazendo um enorme bem ao seu filho.

 


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