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Você sabia que os games ajudam no desenvolvimento dos seus filhos?


Desde que os videogames passaram a fazer parte da rotina de entretenimento das crianças, os pais se preocupam que seus filhos não passem do limite, especialmente considerando uma atividade que por muitos ainda é vista apenas como passatempo. O que pouca gente sabe é que os games ajudam no desenvolvimento dos seus filhos em diversos outros níveis muito além do lazer.

Afinal, vocês já se perguntaram quais são as grandes motivações por trás dos games que levam crianças, adolescentes e até adultos a se engajarem tanto sem ver a hora passar?

Para muito além da distração, já é comprovado por pesquisas que os jogos ativam áreas de bem-estar no cérebro e ainda ajudam no desenvolvimento de determinadas funções com benefícios para o raciocínio, convívio social e até para as emoções.

Tudo isso porque os jogos interativos partem de uma estrutura complexa capaz de criar altos níveis de envolvimento através do contexto de uma história que trabalha a partir de objetivos definidos e estimula o senso constante de evolução, o que leva à imersão de continuar jogando.

É claro que todo tipo de excesso pode fazer mal, motivo pelo qual deve haver um controle, mas assim como para qualquer outra atividade das crianças. O que vale é entender que os jogos também são do bem e que seus mecanismos podem ser aproveitados como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento.

Descubra os maiores benefícios!

Aprendizagem

Como os games possuem o objetivo de resolver desafios e solucionar problemas, não é de se espantar que eles estimulem o raciocínio lógico.

Há pesquisas indicando inclusive para o fato de que pessoas habituadas a jogar videogame com regularidade possuem partes da massa cinzenta do cérebro aumentada. Para quem não sabe, a massa cinzenta é a camada externa ao cérebro, responsável pelo processamento das informações que recebemos e raciocinamos e que pode ser expandida durante a realização de determinadas tarefas.

As principais vantagens de aprendizado apontam para o desenvolvimento de áreas ligadas à atenção, coordenação motora, navegação espacial, memória e pensamento estratégico.  Todas funções que costumam ser usadas no cotidiano durante a realização de tarefas complexas.

Muitas delas são consequência de ações repetitivas que se baseiam em reflexo e também na agilidade de pensamento e reposta que esses jogos propõem.

Também é possível perceber ganhos significativos de criatividade, já que para ganhar é preciso colocar a mente para funcionar a todo vapor.

Tolerância à frustrações e controle emocional

Quando seus filhos entram nesse universo, eles já começam sabendo lidar com as consequências dos erros, porque teoricamente tudo isso já faz parte das regras do jogo.

Diferente da realidade, em que as regras de “ganhar e perder” não estão tão claras, os games estimulam a criança a superar desafios constantemente, não importa quantas vezes seja necessário repetir uma fase até evoluir.

Aliás, ter fases e níveis de evolução bem delimitados, com feedbacks constantes, também os ajudam a se manter focados e motivados porque eles têm consciência de sua própria ascenção ou estagnação no jogo.

Por isso, crianças que jogam tendem a entender melhor essa dinâmica baseada em desafios, além de terem consciência da necessidade do aprimoramento contínuo. Afinal, ter passado de uma fase não te garante o sucesso da próxima.

Essa lógica ajuda na valorização da persistência na vida como um todo, ao não se deixarem abater pelas primeiras falhas ou desvios consequentes de qualquer processo. Os games ensinam que é preciso continuar tentando.

Habilidades Sociais

A maioria dos gamers (cerca de 70%), joga em dupla ou em grupo. Apesar de as vezes os pais terem uma percepção contrária, de que os filhos estão passando um tempo jogando sozinhos, a verdade é que a maioria dos jogos estimula a socialização.

Principalmente depois do surgimento da internet, com o crescimento dos jogos online que ultrapassam o espaço físico dos jogadores.

Por esse motivo crescem as interações sociais através dos jogos que trabalham não só a competitividade sadia mediada por regras, mas também a cooperação dos integrantes dentro de um time. É importante reforçar que saber trabalhar em grupo é uma qualidade muito valorizada nos diversos contextos do dia-a-dia também.

O espírito de equipe trazido por um jogo online por exemplo, ajuda a trabalhar melhor a interatividade entre as pessoas, seja divulgando dicas e truques para sua comunidade de jogadores ou disputando um desafio que depende de mais pessoas para ser vencido.

Há ainda a construção da amizade e da confiança por meio dessa interação. O relacionamento é estreitado, partindo do princípio em que é feito um acordo em dividir seu tempo para realizar uma atividade que funciona a partir das mesmas regras para os dois lados e que tem objetivos em comum. Para jogar, é preciso existir sinergia, ainda que os jogadores sejam adversários.

Partindo para realidade

Tudo bem que os games e jogos online trazem benefícios amplos para as crianças. Mas será que é possível obter conhecimentos específicos e atingir metas tangíveis durante essa atividade?

Sim, é possível! Porém nesse caso a técnica usada é a do gamification. Justamente por ter se notado que os jogos trazem níveis maiores de engajamento e motivação, é que parte da sua lógica tem sido usada com objetivos mais práticos e focados nas necessidades da realidade.

Para as crianças há uma grande utilidade nos estudos ao desafiá-los através de plataformas gamificadas que podem estimular conhecimentos que fazem parte até mesmo da grade curricular, além de outros aprendizados sobre o dia-a-dia que a escola nem sempre aborda.

E como seria na prática? Especialmente hoje, em nosso mundo tão digital, um cenário de gamification na educação muito comum, é através de algum tipo plataforma online, como aplicativos e sites, por exemplo.

Dentre os itens da “fórmula” do gamification que são inseridos nesses ambientes digitais estão: o uso de contextos de histórias e ambientes lúdicos para estimular a imaginação; fases e metas que promovam senso evolutivo, além de feedbacks constantes através de pontuações e prêmios. Ou seja, exatamente como nos jogos, mas com outros objetivos!

Isso funciona porque mesmo que nesse caso os objetivos não sejam puramente por entretenimento, esses mecanismos já fazem parte da estrutura de motivação dos seres humanos.

Jogando por um mundo melhor

Não restam dúvidas que enxergar os games e sua lógica por esse ângulo, abre caminhos para outros níveis de entendimento sobre sua influência no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

Pais que têm essa visão podem aproveitar o recurso dos games até mesmo para jogar juntos e melhorar o relacionamento em família, já que esse é um dos pontos favoráveis sobre a prática dos games. Além disso também é possível incentivar os filhos a atingir objetivos maiores através do gamification.

É o que afirma a designer de games Jane McGonigal, em sua palestra “Jogando por um mundo melhor”, no famoso TED Talks sobre o tema. Assista aqui!


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