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Precisamos falar sobre isso: relacionamentos amorosos na adolescência


Mais cedo ou mais tarde seu filho ou filha vai trazer essa questão para dentro da sua vida. E você precisa estar preparado para lidar com os namoros e a descoberta da sexualidade nos relacionamentos amorosos na adolescência

A descoberta do amor não é exclusividade da adolescência. Mas a ressignificação desse sentimento a partir da descoberta da sexualidade, isso sim é um componente próprio dessa fase da vida. E nossos filhos e filhas precisam de muita orientação e acolhimento para que possam viver essas descobertas de forma saudável.

No vídeo de hoje, o psicanalista Fabio Brinholli, especializado em Psicologia da Saúde e Alto, fala sobre a importância de manter um canal de diálogo com nossos filhos, para que eles possam falar abertamente sobre as descobertas, dores e frustrações desse momento:

É sempre melhor poder falar e poder chorar do que fazer”, explica Fábio. “Quanto mais o jovem põe o que sente em palavras, menores os riscos de ele partir para a ação, para o ato em si. Como a adolescência é uma fase do desenvolvimento marcada pela intensidade e pela impulsividade, é sempre melhor poder pôr em palavras do que tentar construir, sozinho, soluções que podem se revelar trágicas.”

Apesar dos riscos, Fábio lembra que as descobertas dessa idade são fundamentais para o restante da vida. E ressalta que pais e mães não podem se esquecer de que a adolescência é um período fantástico.

“Precisamos combater essa ideia pessimista da ‘aborrescência’, de  que o adolescente é sempre problemático”, afirma. “A adolescência é um período de muitas potencialidades, em que os jovens estão desenvolvendo a criatividade, a espontaneidade, a identidade, procurado descobrir quem eles são, como eles gostam de viver, os amores, a sexualidade. Então é importante dar a esses sujeitos a possibilidade de atravessar essa fase de maneira que aquilo que acontece seja importante para o futuro.”

Fábio Brinholli é psicólogo clínico, leciona na Universidade Norte do Paraná e cursa doutorado em Psicologia na Universidade de São Paulo.


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