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Relação com enteados em tempo de pandemia


A relação com enteados, nos tempos “normais” de antigamente, já era um desafio. Imagine agora, em tempos de pandemia, com o fenômeno da hiperconvivência afetando os humores e relacionamentos de todos os membros da família.

Hoje, trazemos 7 dicas para driblar o estresse e evitar brigas desnecessárias sobre a relação com enteados nesses dias de convivência extrema. E uma dica especial para os tempos de pandemia, que está no final do texto.

Vamos às dicas:

1 – O filho é dele, não seu

Parece óbvio, não é mesmo? Mas nem sempre nos lembramos disso quando temos uma criança em casa e nos vemos tentadas a educá-la. O problema é que, no caso do enteado, ele já tem uma mãe e um pai. E se você também tentar assumir esse papel, há grandes chances de que essa criança – ou adolescente – se irrite com você. Afinal, entre o pai e mãe, ele vai preferir direcionar sua raiva para o estranho. Tente se colocar no papel de alguém de fora, que valoriza e aproveita os aspectos positivos e pontua para os pais, em particular, os comportamentos que considera inadequados.

2 – Não entre em competição com o enteado

É comum que os filhos de casais separados sintam ciúmes de seus pais com os novos parceiros. E esse ciúme pode se manifestar de maneiras não muito agradáveis na relação com enteados. Afinal, estamos falando de crianças e adolescentes emocionalmente imaturos para lidar com seus sentimentos. Você, porém, já chegou à idade adulta e tem condições de receber esse ciúme com serenidade, sem entrar numa disputa pela atenção do parceiro. Controle suas reações instintivas, respire fundo e tente mudar a chave, para mostrar que você não quer “roubar” o pai de seu enteado.

3 – Dê espaço para a relação deles

Os filhos, muitas vezes, precisam de tempo a sós com cada um de seus pais, mesmo em famílias de pais não separados. Permita que seu enteado tenha esse espaço com o pai ou a mãe. Você não precisa estar junto deles o tempo todo. Ao sentir que você respeita o espaço dele na relação com o pai, o enteado também tenderá a respeitar mais o seu espaço nessa relação.

4 – O filho não responde pelas atitudes do pai

Seu parceiro mima o filho demais, faz tudo o que ele quer, nunca sai só com você, sem carregar os filhos dele? Se algo a desagrada nas atitudes do parceiro, é importante ter claro que a culpa não é da criança. Reclamações, portanto, devem ser endereçadas ao adulto, em particular. Nunca à criança, nem na frente dela. Isso pode serar um grande desconforto na relação com enteados.

5 – Seja sempre verdadeira

Se alguma atitude do seu enteado a magoou demais, diga isso a ele. Manter-se em silêncio pode gerar ressentimentos e afastamento entre vocês. Na maioria dos casos, a atitude provavelmente nem foi intencional. Então, diga a verdade, numa conversa franca, sobre como você se sentiu. E abra seu coração para receber a mesma franqueza quando algo que você fizer magoar o enteado. Neste tipo de conversa, não envolva o pai dele, porque isso piora. Conversem entre vocês.

6 – O amor não é automático

Construir essa relação com seu enteado, sem dúvida, leva um tempo. Tente não exagerar na tentativa de conquistá-lo, especialmente no início da nova relação. Deixe a relação fluir e construa seu espaço aos poucos.

7 – As rotinas na casa da mãe dele não precisam ser iguais às suas

Na casa da mãe, ela é quem decide como funcionam as rotinas. Na sua, é você. E assim como você não vai mudar os seus hábitos para se enquadrar naqueles aos quais a criança está habituada, também não cabe criticar a forma como as coisas são organizadas na outra casa. Explique que você respeita as rotinas criadas pela mãe, mas que na sua casa, algumas coisas podem ser diferentes.

Com essas dicas mais gerais, você pode tentar evitar desgastes desnecessários.

A última dica, específica para os tempos de pandemia, é a seguinte: tente estabelecer um combinado que funcione nas duas casas para medidas segurança que possam evitar o contágio pela Covid-19. Afinal, o enteado dividirá sem tempo entre as duas casas e o mais indicado é que todos concordem sobre o que consideram imprescindível para que todos se mantenham saudáveis.


3 Comentários. Deixe novo

  • Maria Eleni Teles Silva
    julho 7, 2020 18:30

    Convivência familiar, assunto sempre delicado!

    Responder
  • Antonia Couto
    agosto 28, 2020 02:15

    Toda família tem suas peculiaridades, porém com muito diálogo e respeito, é possível ter um convívio saudável.

    Responder
  • COARACI CORA OLIVEIRA DA CUNHA
    outubro 4, 2020 12:05

    QUANDO EXISTE AMOR AO PRÓXIMO, ANTES DOS LAÇOS SANGUÍNEOS, NÃO IMPORTA SE PAI OU PADRASTO, A APROXIMAÇÃO É SIMULTÂNEA, O ACOLHIMENTO, A EMPATIA ANDAM JUNTOS…

    Responder

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