fbpx

Férias escolares! E agora?


Se você tem filhos, sabe bem o que os pontos de exclamação e de interrogação estão fazendo juntos no título deste post. As férias escolares, momento de grande excitação para as crianças, traz aos pais muitos questionamentos. Como ocupar o tempo livre dos pequenos de forma prazerosa e produtiva? Como equilibrar a cobrança por atenção por parte da criança e a vida profissional do adulto? Devo manter ou abolir a rotina? E o amiguinho que vem passar uns dias na sua casa e não respeita os limites?

Para ajudar pais e mães, a Mind Lab reuniu três de seus especialistas num webinar na noite de quinta-feira (7/12).

Durante uma hora, Luis Laurelli, professor de física, pai de três filhos e atualmente Relações Institucionais da empresa, mediou um bate-papo entre Anita Abed, mãe de uma filha de 28 anos, psicóloga, psicopedagoga da Mind Lab e consultora da Unesco, e Wagner Morale z, pai de uma filha de 3 anos, professor de matemática e atualmente coordenador pedagógico da Mind Lab.

Confira a seguir seis dicas que surgiram. Se quiser ter acesso ao conteúdo completo do bate-papo, clique aqui  e nós enviaremos o link da gravação para o seu e-mail.

Crie algumas rotinas

Uma das principais alterações provocada pelas férias, segundo Anita Abed, é na rotina da criança. Durante o período de aulas, o dia dela está todo preenchido e organizado. Quando chegam as férias, o dia fica livre. O que pode criar uma sensação de vazio e gerar ansiedade. “É preciso manter algum nível de organização, porque algumas coisas não mudam”, explica Anita. “Escovar os dentes diariamente, por exemplo, é uma rotina que deve ser mantida por razões de saúde.”

Anita sugere que novas normas sejam criadas para organizar esse período. Por exemplo: estabelecer um horário para acordar, ainda que seja mais tarde do que o adotado durante o ano letivo. “A criança pode dormir um pouco mais, mas estabelecer que ela não vai passar o dia inteiro na cama é saudável”, ensina. “O fundamental é manter o equilíbrio. É preciso que os pais se conheçam, conheçam seus filhos, e busquem esse equilíbrio para harmonizar as expectativas de todos e encaixá-la no modelo de funcionamento da família.”

Faça combinados

Uma situação corriqueira é o seu filho querer que um amigo venha dormir em casa. Mas, e se o visitante não segue os mesmos limites em rotinas básicas como, por exemplo, o horário de ir para a cama? Quem deve se adaptar?

Wagner sugere que você trabalhe com combinados. “A gente deve explicar ao amiguinho como funciona o limite na nossa família e ele deve se adaptar”, afirma Wagner. “Mas é importante ter flexibilidade para alterações, para também não causar estresse.”

Se as crianças pedirem mais cinco minutos antes de ir para a cama, por exemplo, você pode fazer uma concessão. Afinal, ninguém terá de levantar super cedo na manhã seguinte. “É importante perguntar por que eles querem mais tempo, pois dessa forma você os leva a argumentar”, explica Wagner. “Mas depois desses cinco minutos, você deve manter o combinado e realmente colocá-los na cama.”

Leia com o seu filho

Luis Laurelli contou que, para preencher as férias de uma de suas filhas, ele a iniciou no universo dos livros. “Desde que ela tinha 3 anos, quando chegam as férias eu dou a ela uma cesta de livros”, contou Luis. “Hoje, aos 12, ela é uma leitora voraz durante as férias.”

Anita recomenda que os pais estimulem esse contato com os livros e outros materiais escritos como gibis, palavras cruzadas, etc. Mesmo para quem não está alfabetizado. “Nosso mundo é todo cheio de letras, então é importante que eles vivenciem a leitura em situações cotidianas também, como num cardápio de restaurante, por exemplo”, explicou a psicopedagoga. “E a criança que ainda não se alfabetizou pode perfeitamente ler as figuras.”

Se você quer que seu filho leia, é fundamental também que ele o veja lendo. “Às vezes os pais se queixam de que os filhos não se interessam por livros, mas aí eu pergunto: e você, pai? O que você lê? E então ele se dá conta de que ele mesmo não lê nada!”, exemplifica Anita. “Leia com seu filho, troque ideias sobre o que está o lendo, converse com ele. Essa é uma experiência muita gostosa que estreita as relações entre vocês.”

Avós são seus aliados

Um dos internautas que vai deixar a filha de 6 anos com os avós perguntou aos palestrantes: como lidar com essa diferença de gerações?

Wagner orientou a conversar com os avós antes para pedir que eles “voltem a ser crianças”. “Uma das experiências mais ricas para uma criança é conhecer as brincadeiras dos tempos dos avós, ouvir as histórias de quando eles eram pequenos, de quando você era pequeno”, explicou Wagner. “Explique aos seus pais que eles podem usar brincadeiras antigas, contar histórias, jogar jogos de tabuleiro com os netos. Tudo isso os aproxima muito e é uma oportunidade muito legal de estreitar os laços entre eles e enriquecer as férias de todos!”

Use jogos

Luis Laurelli lembrou também a importância dos jogos de tabuleiro. “Dominó, dama, pega-varetas, jogos de tabuleiro, todos esses jogos fazem os filhos e pais conversarem, mantém a cabeça da criança trabalhando e melhorando o relacionamento deles de uma forma muito mais prazerosa do que se pode imaginar!”

Façam coisas juntos!

Anita sugere que os pais procurem variar as experiências. “Não é preciso ficar dentro de casa o tempo todo. Você pode levar seu filho a um parque, a um museu, para assistir a um filme no cinema, nessa época sempre surgem desenhos novos”, exemplificou. “São situações em que ele vai poder entrar em contato com outras crianças e vai se divertir ao seu lado.”

Mesmo que você esteja trabalhando, e portanto não possa se dedicar o tempo todo a se divertir com seu filho, Anita sugere que você reserve um momento para que façam coisas juntos. “Nem que seja numa manhã de domingo no fim de semana”, afirma ela. “Façam coisas gostosas juntos.” E não é preciso programar grandes eventos. O simples fato de assistir a um por do sol, por exemplo, pode ser uma experiência enriquecedora do universo interior da criança.

Para complementar a sugestão, Wagner trouxe outra dica importante: “Quando estiver com o seu filho, esteja de fato com ele! É comum estarmos ali fisicamente, mas na verdade estarmos atentos ao celular, checando e-mails, redes, e não de verdade com os nossos filhos.”

E então? Gostou das dicas?

Quer saber o que mais nossos especialistas ensinaram sobre tópicos como “A importância de descansar”, “Como equilibrar a influência do mundo digital”, “Como garantir o seu espaço também” e “O que fazer se seu filho dorme demais”?

Clique aqui e tenha acesso ao link à gravação completa do webinar!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.

Menu