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Crianças na internet: 3 pontos para se ficar atento


Hoje em dia, a relação entre crianças e internet é inevitável. Mesmo que os pais demorem mais para dar um celular aos filhos, em diversos momentos as crianças já começam a ter esse contato. Seja na escola, seja pelo celular ou  computador de familiares.

De acordo com uma pesquisa realizada pela organização britânica Internet Matters em 2017, 48% das crianças de 6 anos fazem uso dessas tecnologias. Entre elas, 41% acessam sem nenhuma supervisão dos pais.

Nesse caso, o problema do excesso de liberdade se deve ao fato de que estamos falando de um mundo com infinitas possibilidades. Assim como pode agregar de forma construtiva, também pode atrapalhar e até mesmo prejudicar seus filhos.

Afinal, eles ainda não estão preparados para fazer escolhas totalmente conscientes. Portanto, cabe aos pais orientá-los quanto ao bom uso e assim evitar problemas maiores.

Entenda já quais são os 3 pontos essenciais para se ficar de olho sobre o uso da internet pelas crianças.

 

1. Conteúdo relevante

Já foi a época em que a internet era usada apenas para se divertir ou passar o tempo. Hoje, ela também faz parte dos estudos de forma independente ou guiada pelas escolas. Algumas já possuem até aplicativos próprios com foco educacional, inclusive por meio de jogos.

Isso também não significa que as crianças não devem assistir a vídeos no YouTube ou seus filmes preferidos para se entreter. No entanto, mesmo o entretenimento pode ser relevante. O ideal é que elas consumam conteúdo de acordo com sua faixa etária e, principalmente, em torno de assuntos que agreguem valores.

Já os conteúdos violentos e fúteis apenas contribuem para interiorizar uma postura semelhante em suas vidas.

Uma outra dica é que elas também não se acomodem em apenas consumir informações, mas também possam criar. Até porque conforme crescem, deverão ter uma postura cada vez mais proativa e reflexiva neste ambiente.

É preciso fomentar uma cultura em que não são passivas com relação a tudo que veem pela internet ou fora dela. Estimule seus filhos a fazer pesquisas a partir de suas próprias dúvidas e a criar materiais próprios, como um desenho digital, textos ou qualquer forma de expressão que exija ao menos um pouco de criatividade.

 

2. Estabeleça limites

É preciso estabelecer limites tanto para a quantidade de tempo quanto para os momentos adequados. Quanto menor for a idade da criança maior é a responsabilidade de  estipular prazos de tempo bem delimitados.

Além disso, seus filhos precisam entender que nem todos os momentos são ideais. Alguns deles são mais óbvios, como durante as refeições ou antes de dormir. Outros talvez tenham que ser reforçados. Por exemplo, quando seus filhos estão em contato com outras pessoas.

Infelizmente, as crianças estão crescendo em uma cultura em que é comum evitar as conexões reais em troca das virtuais. Portanto, precisam ser guiadas para esquecer o celular quando estão com os amigos, ao receber visitas ou durante os períodos em família.

Também é importante que os pais levem seus filhos para sair, desde a infância até a  adolescência, quando eles tendem a se afastar mais. Tanto passeios ao ar livre,  prática de esportes ou qualquer programação “desconectada”, reforça a importância do momento presente e das relações humanas.

 

3. Alerta de perigo: jogos e desafios

Um dos maiores medos dos pais é a rapidez com que se propagam desafios perigosos e que podem colocar até a própria vida de crianças e adolescentes em risco.

Seja para se provar aos amigos, seja para evitar bullying, seus filhos podem acabar participando desses tipos de jogos. Na maioria das vezes, os pais sequer fazem ideia de que isso esteja acontecendo.

Outra prática para se atentar, é o cyberbullying, que é um tipo de violência virtual. As crianças podem tanto sofrer ou praticar hostilidades capazes de causar muitos danos emocionais em quem sofre esses ataques.

Portanto, é preciso estar sempre atento. Alguns sinais de alerta são:  passam muito tempo isolados usando a internet, começam a compartilhar conteúdos misteriosos e estranhos nas redes sociais, mudam o comportamento repentinamente, insistem em compras incomuns e de sites desconhecidos ou  evitam que os pais saibam o que estão fazendo.

Apesar de seus filhos terem direito à privacidade, com relação ao uso da internet durante a infância, nada deve ser escondido dos pais. Já durante a adolescência, os limites diminuem. Ainda assim, sempre vale a análise de comportamento e conversas frequentes que ajudam a entendê-los melhor.

Por fim, os pais devem ter em mente que a internet não deve ser evitada na vida das crianças. Até porque isso apenas poderia gerar comportamentos opostos, com  rebeldia ou então estimular o acesso escondido.

A liberdade com controle e acompanhamento é o caminho ideal para que seus filhos aprendam a usá-la da forma correta.

 


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