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Como facilitar a adaptação na Educação Infantil


Como facilitar a adaptação na Educação Infantil?

Essa pergunta deve estar na cabeça de milhares de mães e pais nesta retomada de ano letivo.

Especialmente depois dos longos períodos de fechamento das escolas.

As crianças passaram tempo demais longe das salas de aulas. Para os pequeninos da Educação Infantil, essa retomada pode ser um pouco mais difícil.

Para lidar com essa fase de muitas lágrimas e ansiedade, é importante conhecer alguns detalhes sobre a adaptação. Confira 5 perguntas sobre esse momento e 6 dicas para facilitá-lo.

O que é adaptação?

Tudo o que é novo gera insegurança e ansiedade. Isso vale para qualquer idade. O que muda, entre adultos e crianças? Nós aprendemos ao longo da vida a lidar com essas duas emoções. As crianças, especialmente as pequenas, ainda não passaram por esse desenvolvimento.

A adaptação, portanto, é a fase em que elas vão aprender a lidar com as novas situações propostas. Ela é necessária para crianças de qualquer idade. Especialmente quando mudam de escola, por exemplo, ou de etapa de ensino.

Para os pequeninos da Educação Infantil, porém, é uma questão ainda maior, tanto na primeira vez em que entram na escola, quanto no retorno após as férias. Não podemos no esquecer que para uma criança de dois anos, por exemplo, dois meses de férias constituem um longo tempo.

Por que as crianças ficam inseguras?

O ambiente escolar apresenta à criança uma nova situação que a tira da zona de conforto. O ambiente é coletivo, com várias outras crianças e adultos “estranhos”. Além disso, a escola tem regras diferentes das de casa. As crianças são estimuladas a participar de várias atividades que não conhecem.

Como ela supera essa insegurança?

A superação da insegurança é gradual e envolve uma transição. É justamente a adaptação. Aos poucos ela se habitua à nova rotina e a ficar longe dos adultos da família. Passa a construir vínculos com professores e outras crianças. Quando as atividades se tornam conhecidas, ela conquista a segurança. Daí a importância das rotinas tão previsíveis nessa etapa da escolarização.

Quanto tempo dura a adaptação?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares! J

Não existe um prazo único definido. Varia de criança para criança, de família para família. Os especialistas falam num prazo médio entre 1 e 2 semanas. Mas as experiências anteriores de separação da família podem influenciar nesse prazo – para o bem e para o mal.

É possível facilitar a adaptação?

Sim, algumas posturas, tanto da família, quanto da escola, podem facilitar a adaptação dos pequeninos na chegada – ou no retorno – à escola. Confira algumas delas:

Planeje a chegada à escola

Antes do início das aulas, por exemplo, você pode pedir uma reunião com a professora que vai receber seu filho ou filha na escola para conversar sobre as rotinas dele ou dela em casa. Lembre-se de falar sobre:

  • Brincadeiras preferidas;
  • Medos;
  • Quem é o adulto que passa mais tempo com ele ou ela;
  • Quanto tempo seu filho ou filha passa com vocês (pai e mãe);
  • Cuidados especiais de saúde, se houver;
  • Cuidados especiais e restrições alimentares, se houver.

Aproveite para perguntar um pouco mais sobre a professora ou professor. Conhecer melhor os profissionais que estarão com a criança é uma forma de construir vínculos e uma relação de confiança entre família e escola.

Entregue a criança sempre à mesma pessoa

Se encontrar uma pessoa diferente a cada vez que chegar na escola, é provável que a criança tenha mais dificuldade em construir vínculos. Preferencialmente, deixe a criança com um dos educadores que passará o dia com ela na escola. Aos poucos ela vai entender que a escola é um espaço coletivo e poderá se familiarizar com outros adultos da instituição, mas nas primeiras semanas, a constância na recepção é importante.

Envolva a criança nos preparativos para a escola

A princípio, especialmente a partir dos 3 anos, elas já podem ajudar a preparar a lancheira e a mochila. São cuidados que a ajudam a entender que não está sendo abandonada e assim fazem sentir que ela participa dessa preparação.

Despeça-se da criança

Na tentativa de evitar o choro, muitos pais e mães tentam aproveitar um momento de distração da criança para se retirar. Não faça isso. Quando seu filho ou filha der pela sua falta, certamente vai chorar e sofrer um sentimento de abandono. Seja claro na despedida, por mais difícil que seja nos primeiros dias.

Não sinta culpa

A entrada da criança na escola é um momento de crescimento. Ela está começando a conquistar autonomia, vai amadurecer e aprenderá a viver em grupo, a fazer amigos. É uma coisa positiva, portanto. Você não está abandonando seu filho ou filha e é importante ter essa clareza, porque esse tipo de sentimento por parte do adulto afeta a criança emocionalmente.

Participe da adaptação

Para os muito pequenos, a presença dos pais nos primeiros dias certamente é fundamental. Ela vai ajudar o educador a aprender os hábitos da criança, o que facilitará portanto a transição quando os pais não estiverem mais presentes.

Agora que você já entende um pouco melhor o processo por trás da adaptação, encha-se de coragem, lenços de papel, e primordialmente traga leveza para esse momento. Boa sorte!

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