Resiliência: trabalhando esta competência com o seu filho - Sua Vida +Inovadora

 

Resiliência: trabalhando esta competência com o seu filho

Pouca gente parece ter dúvidas sobre a importância da resiliência. Mas será que todos sabem o que isso significa? Tire todas as dúvidas sobre resiliência e confira dez dicas para ajudar seu filho a ser resiliente.

Qual o significado de resiliência?

Resiliência é a competência de tirar da dor, do sofrimento, uma aprendizagem. Não se trata apenas de sobreviver a um péssimo momento, mas sim de aprender algo e sair dele fortalecido. A palavra tem origem latina. Vem de resilire, que significa ricochetar, pular de volta. Usada corriqueiramente em inglês com o sentido de “capacidade de recuperação após um golpe”, ela se tornou sinônimo de aptidão para lidar com as dificuldades da vida.

A resiliência transformará meu filho numa pessoa melhor?

Nenhum pai ou mãe quer que o filho sofra. Infelizmente, porém, evitar o sofrimento é impossível. Todo ser humano, cedo ou tarde, vai enfrentar uma situação de dor, de perda. E se for resiliente, vai atravessar melhor esses momentos inerentes à vida. Qualquer pessoa que desenvolva a resiliência lidará melhor com as situações adversas.

Qual o momento certo para desenvolver a resiliência nas crianças?

O aprendizado começa desde muito cedo, em casa. Todas as vezes que nega algo a seu filho, seja por saber que aquilo não é apropriado para a idade, seja porque não fará bem para ele, você indiretamente o ensina a lidar com a frustração. Com a chegada da idade escolar, esse trabalho se intensifica se você optar por uma escola que se preocupe em promover a educação integral, desenvolvendo também habilidades morais, sociais e éticas, e que não esteja focada apenas em transmitir conteúdos.

O que é necessário para desenvolver a resiliência?

O processo psicológico de construção da resiliência passa, em primeiro lugar, pela capacidade da criança de, numa situação adversa, entender que ela está sob o domínio de uma emoção. O passo seguinte é nomear essa emoção. Pode ser tristeza por não ter atingido um objetivo, ou raiva por ter sido vítima de alguma injustiça, ou ainda dor por ter sido desprezada por um amigo, por exemplo. A partir do momento em que entende que emoções nos dominam em situações assim, e que aprende a identificar as diferentes emoções, ela precisa aprender a aceitá-las como parte natural da vida. Quanto mais clareza ela tiver sobre esse processo, maior será a resiliência e a capacidade de tentar aprender com essas situações.

É possível ensinar resiliência às crianças?

Essa é a boa notícia: resiliência é uma competência socioemocional que se aprende. Podemos desenvolvê-la ao longo da vida. Portanto, sim, você pode e deve ajudar seu filho a desenvolver a resiliência. E se tiver o apoio de uma escola que investe na educação integral dos alunos, com foco em habilidades sociais, emocionais e éticas, maiores são as chances de sucesso.

💡 Você sabia que algumas escolas possuem programas voltados para o desenvolvimento de competências socioemocionais? Leia mais sobre o tema aqui.

10 dicas para desenvolver resiliência nas crianças

Confira as dicas da Associação Americana de Psicologia para criar filhos mais resilientes.

Fazer amigos – Uma amizade verdadeira nos acompanha nos bons e nos maus momentos. Nos conforta e nos alivia das tristezas. Ensine seu filho a ser amigo das outras crianças e lembre-o da importância de relacionar-se com os amigos para se fortalecer.

Ajudar ao próximo – Ajudando em pequenas tarefas em casa, seu filho pode se sentir útil. E ganhar confiança. Um voluntariado – desde que apropriado para a idade, claro – pode ser muito bom nesse sentido. Ajudar a quem precisa, usar algo que se sabe para auxiliar alguém, desenvolve a auto-confiança e estimula as crianças a enxergarem suas próprias qualidades.

Ter rotina – As rotinas diárias ajudam a criança a se sentir segura. Ela ganha confiança quando sabe o que vai acontecer em seguida. Estimule seu filho a estabelecer sua própria rotina, determinando, por exemplo, o momento de arrumar a mochila, de fazer o dever de casa, de estudar, etc.

Fazer uma pausa – Quando as preocupações crescem demais, a rotina pode ser suspensa temporariamente para uma pausa. Ensine-o a parar, recolher-se um pouco para digerir o que sente, entender o que o faz sofrer.

Cuidar de si – Fazer refeições completas e nutritivas, brincar, exercitar-se, descansar. Cuidar de si mesmo é importante para estar preparado na hora de lidar com situações estressantes.

Ter objetivos – Uma criança que aprende a estabelecer objetivos realistas e a alcançá-los certamente será mais resiliente. Ajude-o a entender que nem sempre se chega ao objetivo imediatamente. Trabalhar no ritmo certo, parar e retomar o trabalho até concluí-lo também o ensinam a enfrentar desafios. Lembre-se de elogiar as conquistas, mesmo as pequenas.

Desenvolver autoestima – Mostre como é possível superar situações difíceis. Lembre de passagens anteriores em que ele foi capaz de se superar. Ajude-o a entender o humor da vida e a perceber como a capacidade de rir de si próprio nos ajuda a enfrentar derrotas e fracassos.

Ser otimista – Esforce-se por mostrar que tudo, na vida, tem um lado bom. Ser capaz de enxergar a metade cheia do copo é um dos segredos das pessoas resilientes. Uma visão otimista e positiva nos ajuda a continuar em frente nos momentos mais difíceis.

Conhecer-se – Os tombos nos ajudam a nos conhecermos. Ensine isso ao seu filho propondo uma reflexão, por exemplo, sobre o que ele aprendeu com um fracasso.

Aceitar mudanças – Resistir, em muitos casos, só nos faz sofrer. A capacidade de adaptação nos ajuda lidar melhor com os imprevistos da vida. Ensine seu filho que não é preciso se assustar com as mudanças e que sempre é possível substituir objetivos que se tornaram impossíveis por outros.

E você? Tem alguma dica sobre como desenvolver a resiliência? Compartilhe-a conosco nos comentários.